Projeto Japão – detalhes

30.09.14

Postado por Rodolfo Veronese

 

A Igreja Metodista Livre, da qual fazemos parte, teve sua origem no Brasil através dos imigrantes japoneses – diferentemente da maioria das igrejas protestantes que vieram da Europa e Estados Unidos. Por isso, a IMeL sempre teve em seu quadro de membros muitos descendentes nipônicos. Quando teve início o movimento dekassegui nos anos 80 e 90, naturalmente muitos descendentes foram para o Japão atrás da oportunidade de juntar algum dinheiro. Em um caminho inverso, a igreja viu também a oportunidade de enviar missionários para atuar entre os brasileiros no Japão.

 

Projeto Japão

Depois de muitas mudanças, idas e vindas, crises econômicas entre outras situações, hoje contamos com 2 igrejas no Japão, distante mais de 600 km uma da outra e com apenas um pastor. Diante dessa realidade, a igreja nos convidou para servirmos como missionários lá. Como era um desejo antigo nosso, aceitamos.

Nosso projeto é atuar na Igreja Metodista Livre em Chiba pelos próximos 3 anos, iniciando em janeiro de 2015. Os primeiros anos serão focados mais na nossa adaptação à cultura e língua, o que é comum à maioria dos missionários. Paralelo à isso, daremos o suporte aos membros da igreja.

Um dos desejos e planos da igreja é começar um movimento de mudança da língua portuguesa para a língua japonesa, tornando-se mais relevante não apenas para os próprios japoneses, mas também para os filhos de brasileiros que nasceram lá, que se identificam mais com o Japão do que com o Brasil.

A IMeL Diadema é a nossa base, ou seja, são responsáveis e cuidam de nós e será o nosso ponto de contato oficial aqui no Brasil. Também existem outras pessoas e igrejas nos apoiando em oração e somos muito gratos a todos que têm feito parte desse projeto conosco. Nosso sustento financeiro também vem das igrejas e pessoas. Confiamos que Deus nos dará tudo que for necessário e temos convidado as pessoas a fazerem parte dessa missão.

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Fatos engraçados que aconteceram na nossa viagem em janeiro/14

23.09.14

Postado por Rodolfo Veronese

 

Estar em outro país sempre proporciona inúmeras situações engraçadas. Agora é motivo de risos, mas na hora muitas vezes a sensação é desesperadora. Essa chance aumenta bastante com duas crianças e em um lugar que não entendemos a língua.

Estávamos visitando Odaiba em Tokyo, o Rodolfo ficou sozinho com as crianças no Legoland e a Sandra foi passear no gigantesco shopping. Já lá dentro, Rodolfo perguntou várias vezes se a Nicole queria ir ao banheiro, a resposta sempre negativa. Segundos após perguntar pela última vez, o xixi vaza em pleno Legoland. Tudo bem que é um lugar cheio de crianças e com certeza isso não era a primeira vez que acontecia mas, no momento da tensão, como explicar para o funcionário em japonês? A sorte é que junto estava o Thiago, filho dos nossos amigos de Chiba Ruth e Edson, que ajudou na tradução! Tenso, muito tenso!

Estávamos em um restaurante de Lamen em Takefu. Na mesa eram 8 pessoas e a Sandra era a única 100% nikkei, com cara de japa, mas era também a única que não entendia o que a garçonete estava falando.

Fatos engraçados

A Sandra estava em um onsen, aqueles banhos públicos com ofurôs (piscinas de água quente), onde todos estão sem roupa. Até que a Nicole simplesmente sai correndo toda feliz de em direção à saída e, por providência divina, confunde a porta de saída com a do banheiro. Se não, teríamos uma situação no mínimo constrangedora de uma mãe correndo atrás de uma menininha doida… nuas fora do onsen!

A Vitória resolve se esconder em um condomínio na hora de ir embora (os prédios do Japão são em locais abertos sem portões, diferente do Brasil). Depois de 5-10 minutos de gritos e pavor da Sandra – imaginem o que é “perder” o filho em um país estrangeiro – a pequena reaparece com a maior “cara lavada” como se nada tivesse acontecido! Estava só brincando de se esconder!

Compramos um salgadinho na loja de conveniência em formato de macarrão que vinha em um copinho, a Nicole não teve dúvidas e soltou:  “Pai, me dá mais um pouco de suco de macarrão?”.

Os trens no Japão são muito pontuais (já falamos desse assunto aqui) e em uma mesma plataforma passa mais de uma linha, logo o trem seguinte não necessariamente tem o mesmo trajeto daquele que já passou.
Sabendo disso, programávamos para estar no trem com certa antecedência. E, por mais de uma vez, nós já sentados e acomodados dentro do trem, faltando pouquíssimos minutos para partir, a Nicole solta: “Quero fazer xixi!” Parecia que era de propósito o “timing” da nossa doidinha!

Hyakuen são lojas do Japão semelhantes às de 1,99 aqui do Brasil com a diferença de que os produtos são bons, bonitos, divertidos e práticos. É impossível ir ao Japão e não gastar algum tempo (e dinheiro) lá. Mas não tanto quanto a Sandra: ela tinha que passar em TO-DOS os corredores para ver as coisas fofas e legais.

Oyalulilalai! Sabe o que significa? Idioma em havaiano? Indonésio? Coreano talvez? Não, é a versão da Nicole do “oyasuminasai” (boa noite quando vai dormir, em japonês).
Estávamos na casa da Ruth e Edson e falamos: Nicole, fala oyasuminasai pros tios! Ela solta esse “Oyalulilalai” com a maior cara de sapeca do mundo. Rimos muito!

Essas são só algumas situações e, com certeza, passaremos ainda por muitas gafes quando retornarmos ao Japão.

Obrigado por estar acompanhando nosso blog, é muito gostoso e confortante receber o feedback de vocês.
E não se sinta envergonhado, comente aqui no blog ou no Facebook. Conte algo que você também passou de engraçado em alguma viagem!

Deus os abençoe e “oyalulilalai”!

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Nem tudo são sakuras

16.09.14

Postado por Rodolfo Veronese

 

Quem tem nos acompanhado, seja pessoalmente ou aqui pelo blog, sabe o quanto estamos animados e empolgados com o projeto, ainda mais faltando poucos meses para partirmos.
Apesar desses sentimentos serem verdadeiros, nem tudo são sakuras ou… flores! Como pessoas normais temos nossos medos e preocupações. O Japão é um país maravilhoso, cheio de cultura, tecnologia e história mas também tem seus problemas e, mesmo que não se leve isso em consideração, o simples fato de sairmos da zona de conforto é algo mais difícil do que muitas vezes imaginamos.

De todas as preocupações, talvez a maior delas seja a adaptação da Vitória e da Nicole. Apesar de saber que crianças são pequenas “esponjas” e absorvem tudo e que muito provavelmente elas sentirão menos essa mudança, é difícil para nós como pais sabermos do possível sofrimento dos filhos. E olha que nós procuramos não sermos muito moles na educação delas e sabemos que alguns sofrimentos fazem parte da vida e ajudam a crescer e amadurecer. Mesmo assim, ficamos com a “pulga atrás da orelha”: como será na escola? Será que aprenderão o japonês logo? Será que sofrerão bullying? Será que a escola infantil vai ter estrutura forte o suficiente e não ser destruída pela Ninizilla… digo, Nicole? Será que elas perderão o português depois de um tempo?  A maioria das respostas a essas perguntas tem uma probabilidade maior para o lado bom, mas a parte que pode ser ruim deixa qualquer pai e mãe preocupados.

Nem tudo são sakuras

Temos nos esforçado em conversar bastante com elas sobre tudo isso, sobre a mudança e deixando espaço para que possam falar sobre o que sentem.
Outro dia conversando com a Vitória, comentei que tinha um pouco de medo de ir para o Japão. Ela então me disse: – Eu também, pai. - E do que você tem medo, filha?, perguntei. - Dos amigos não conversarem comigo, respondeu. Fiquei meio sem resposta e quieto e então ela completou: – Mas temos que nos esforçar, né? Se por um lado fiquei com o coração apertado pela preocupação dela, por outro achei ótimo que ela se sentiu à vontade para falar do seus sentimentos. Acreditamos que esse seja o segredo, além da nossa confiança em Deus, é claro, para vencermos juntos como família qualquer dificuldade que venhamos a ter.

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暑い!Calor! O Japão é quente!

9.09.14

Postado por Rodolfo Veronese

 

As estações do ano no Japão são bem definidas mas também são extremas. No inverno é muito frio e no verão é muito quente, mas muito quente mesmo! É um calor úmido comparável ao de cidades do norte do Brasil como Manaus e Belém. Então, apesar de sermos de uma nação tropical e, portanto, quente na maior parte do ano, o calor japonês é algo difícil de se acostumar.

Mas o bom é que muitos lugares possuem ar condicionado e existem inúmeros apetrechos para se refrescar que são vendidos em lojas e supermercados.

Outro ponto interessante é a questão do fuso horário, o Japão está 12 horas adiantado com relação ao horário do Brasil. Na verdade, isso facilita muito, pois é só olhar no relógio e lembrar que do outro lado é oposto: 15h aqui no Brasil são 3h da manhã no Japão! E no verão o dia começa cedo, muito cedo, às 6h o sol já está a pino e o dia completamente claro!

Estive por duas vezes no Japão nos meses de verão e da segunda vez fiz este vídeo mostrando um pouco de como é.

 

Calor e fuso horário

Clique na imagem para assistir

 

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Perguntas mais frequentes

2.09.14

Postado por Sandra

 

Perguntas mais frequentes

1. Vocês já não estavam no Japão? Quando vocês vão?

R. Não, ainda não! Nós fomos em janeiro (2014) mas ficamos apenas um mês! Nossa ida está programada apenas para janeiro do ano que vem (2015). Essa pergunta nos foi feita tantas vezes que dá até a sensação que nos querem lá logo! (he he he)

 

2. É definitivo? Quanto tempo ficarão no Japão?

R. Não, se bem que depende do que chamamos de definitivo! O primeiro termo será de 3 anos. Passado esse tempo, reavaliaremos a possibilidade de estendermos para outros termos de mais tempo. 

 

3. Vão ficar no lugar do Pr. Carlos Seiji Kavano?

R. Não, a ideia é somar ao trabalho já realizado pelo Pr. Carlos Seiji Kavano. Hoje ele cuida das duas igrejas da IMeL Concílio Nikkei que temos no Japão, o que é bem pesado, pois elas estão a 540 km distante uma da outra. Uma, onde ele reside, é na província de Fukui, no lado oeste do Japão, enquanto a outra, que nós ficaremos, é em Chiba, perto de Tóquio ao leste do Japão.

 

4. Onde morarão?

R. Ainda não está definido, mas as opções variam entre Ichihara, Funabashi e Yachiyo. Todas cidades da região metropolitana da província de Chiba. Veja o mapa clicando aqui.

 

5. As meninas estudarão em escola brasileira?

R. Mesmo sabendo das possíveis dificuldades de adaptação e da língua, a princípio queremos colocá-las em escolas japonesas e assim nos aproximar mais da cultura. Acreditamos que essa experiência bilíngue e bicultural será muito importante para elas, mesmo sendo difícil.

 

6. A igreja de Diadema está custeando tudo?

R. Não, a IMeL Diadema é nossa base de envio e tem nos apoiado com uma boa parte do sustento, mas temos outras igrejas e outros irmãos e amigos nos apoiando financeiramente. Somos muitos gratos a todos os que tem nos apoiado e viabilizado esse projeto!

 

7. A Sandra vai continuar trabalhando?

R. Sim, pois a maior parte de seu trabalho como designer pode ser feito em home office e pela internet . E mesmo porque, se não continuasse trabalhando, diz ela que ficaria doida!…

 

8. A igreja de Chiba só tem japoneses?

R. Não, nossa igreja é formada por brasileiros descendentes de japoneses que foram trabalhar no Japão, os chamados dekaseguis. Porém muitos acabaram se fixando no Japão, especialmente os membros da igreja de Chiba e hoje sentem a necessidade de mudança da língua portuguesa para a japonesa e assim começar a atingir mais os japoneses. ロドウフォが日本語を勉強しなければいけません。(Rodolfo vai ter que estudar muito o japonês).

 

9. Vão vender tudo que tem no Brasil?

R. Não, mesmo porque ainda não sabemos se iremos continuar ou não depois dos 3 anos. Deixaremos algumas coisas com parentes e estamos vendendo outras, por isso sites de venda online se tornaram bem visitados por nós. Tem sido um processo interessante de desapego pois vamos percebendo que guardamos muitas coisas inúteis nesses anos todos.

 

10. Viver no Japão é melhor, pois o Brasil está muito ruim por isso vocês se mudarão, não é?

R. Dependendo de quem ganhar as eleições…. brincadeira! Não, não, mil vezes não! Sabemos e reconhecemos os muitos problemas do Brasil, mas também sabemos das coisas boas, sim elas existem! E estamos conscientes dos muitos problemas do Japão. Para ser bem sincero estamos indo por uma convicção clara do chamado de Deus, senão ficaríamos por aqui mesmo.

 

Se você tem mais alguma dúvida, deixe sua pergunta aqui nos comentários que responderemos!

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