Inkan ou Hanko

18.02.15

Postado por Rodolfo Veronese

 

Logo que chegamos, descobrimos que no Japão não se costuma assinar, e sim carimbar os documentos.
O Japão é um dos poucos países no mundo que ainda usa esse sistema de legitimação de documentos. O inkan (印鑑)  ou hanko (はんこ) é o antigo e famoso sinete, um carimbo com a marca da família ou instituição que era usado para marcar à cera quente que selava documentos.

Hoje o hanko se modernizou e passou a ser só um carimbo usando tinta mesmo, não mais cera quente, apesar de ter sido mantida a tradicional cor vermelha.
Aqui é possível mandar fazer o tal carimbo com diversos tipos de escritas e até mesmo desenhos. O mais comum mesmo é se comprar nas lojas de 100 yen, semelhantes às lojas de R$ 1,99 do Brasil.

Independente do desenho, é preciso ter o sobrenome do dono escrito de alguma forma. E essa foi uma das tarefas burocráticas que tivemos, fazer o nosso hanko! Nós não, pois a Sandra comprou o dela com o kanji de Hirayama por 100 ienes (R$ 2,20) mas como não existe kanji para Veronese, o Rodolfo teve que mandar fazer o dele que saiu pela “bagatela” de 3000 ienes (R$ 70). Isso é para deixar um pouco mais felizes todos os nossos amigos descendentes de japoneses que sofrem no Brasil para soletrar seus nomes.

 

hanko

Além disso, é possível fazer o Inkan shomei (印鑑証明), que é o registro do carimbo na prefeitura, que funciona parecido com a firma reconhecida do Brasil. Para alguns documentos pede-se esse certificado indicando que aquele carimbo é realmente o seu.

Interessante ver em um país, que é conhecido por seus avanços tecnológicos, sistemas e métodos antigos e quase em extinção pelo mundo. Aliás, essa tem sido uma surpresa para nós em outros aspectos mas aí é assunto para outro post.

O legal é que agora com duas carimbadas a gente escreve o nome inteiro da família e desse blog!

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