Primeiro dia de aula

11.02.15

Postado por Rodolfo Veronese

 

Como havíamos comentado em outros posts (“Escola Japonesa” e “Nem tudo são sakuras”), uma de nossas maiores preocupações era a adaptação das meninas à escola aqui do Japão. E apesar de ter ouvido mais de uma vez que Deus cuidaria de tudo, no fundo ainda era uma preocupação.

Que bobagem, pois Ele estava cuidando mesmo! Primeiro com relação à localização de nossa casa, pois aqui no Japão a escolha da escola depende do local onde a criança mora e apenas em caso de exceção pode mudar. O local onde alugamos é exatamente no meio entre duas e escolas e por isso pudemos escolher.

Visitamos as duas escolas para conversar sobre a Vitória e suas dificuldades de adaptação. A recepção foi muito diferente entre as duas, sendo que uma saímos com o sentimento de que se a Vitória estudasse ali seria um grande incômodo, mas na outra foi “por favor, coloque sua filha aqui, estamos ansiosos por ela!”. Aí ficou muito fácil de escolher.

Depois de tudo decidido, fomos na escola com a Vitória para acertar os detalhes para ela começar as aulas. De novo fomos surpreendidos por uma recepção super calorosa, com os professores sendo muito simpáticos e até usando um aplicativo de tablet para traduzir as coisas para a Vi!

Agora precisávamos decidir com qual grupo a Vitória iria para a escola, pois aqui as crianças vão em grupos, sem um adulto, para as aulas. E aí veio mais uma boa surpresa, no mesmo grupo dela está um menino brasileiro que fala português e japonês. E tem mais, ele é filho de um casal que era da nossa igreja que hoje vão na Assembléia de Deus e parentes de membros da nossa igreja. Eles têm sido uma benção de Deus em nossas vidas, ajudando com as coisas da escola e aqui da vizinhança.

Material comprado, grupo decidido, etc… estava chegando o grande dia. Na noite anterior ao perguntar para a Vitória como se sentia, ela respondeu: – Estou nervosa, minha garganta parece que está embolada! – É normal, filha, e isso chama “nó na garganta” mas vai dar tudo certo! – respondi a ela tentando disfarçar que a minha garganta também estava com esse nó!

No dia seguinte, acordamos cedo em um das manhãs mais frias e fomos conhecer o grupo. Tive permissão para acompanhá-la até a escola e buscá-la nos primeiros dias apenas até ela se adaptar. Conversamos novamente com os professores, dei tchau e fui embora muito mais nervoso do que poderiam perceber, ansioso por como seria à tarde, na saída da escola.

Quando chegou a tarde veio a confirmação: ela tinha adorado a escola, os amigos e as professoras! Descobri que a classe toda treinou para se apresentar para ela em português na semana anterior. E mandaram todos os avisos com tradução (no Google Translator, mas tá valendo).

Vivi na escola

Sei que o sorriso dela, a animação contando como foi o dia jogaram fora totalmente minhas preocupações e a última barreira que existia em meu coração sobre estar aqui foi derrubada. Agora nada mais segura a gente!

Muito obrigado a todos que tem orado por nós especialmente pelas meninas! Fez toda a diferença.

Agora é achar a escolinha da Nicole, mas esse será para um outro post!

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12 respostas para “Primeiro dia de aula”

  1. Nair H o Koshiyama disse:

    Pr. Rodolfo, Sandra , Vitória e Nicole, fico muito feliz em saber que Deus está cuidando de tudo. Como é gostoso saber que quando temos os nossos corações voltado para Ele, td vai se ajeitando da melhor forma possível, né?
    Sempre em oração por vcs e pela adaptação nesse país tão distante!
    Fiquem em Paz e que Deus os acompanhe sempre!

    Abs
    Nair

  2. SONIA GARBATO disse:

    Olá Rodolfo,
    Acompanho detalhes da sua jornada de vida através da sua mãe!
    Sua história de família é linda e emocionante; um exemplo a ser seguido, mostrando a mão Divina atuando nessa caminhada.
    Podemos sentir a alegria no olhar de sua filhinha!
    Aprenderemos muito, através de seus posts, sobre a cultura tão diferente desse país distante.
    Deus os abençoe grandemente !
    abs.
    Sônia

  3. Marli kawabata disse:

    olá Sandra e Rodolfo, acabei de ler o post, e estou emocionada, nó na garganta é muito comum na minha vida, por se estrangeira o medo e a preocupação estão sempre presentes em relação aos nossos filhos; fico feliz em ver a família Veronese se adaptando cada dia mais, e a Vitória é determinada, vai tirar de letra todos os desafios, conte com a gente , mesmo estando longe, estamos com vocês em pensamentos e orações, e hoje em lágrimas, rsrs

  4. Tyemi disse:

    Primoss….. Fico muito feliz que as coisas por aí estão saindo melhor do que imaginavam!!!! Parabéns à Vitoria, que é muito corajosa e que está ultrapassando barreiras da melhor forma possível, claro com a ajuda dos pais… Gambate!!!! E agora quero ver a Ninizilla… que Deus abençoe esta família maravilhosa 😉 beijos e abraços de Haruo e família

  5. Crystal Ferrari Kawano disse:

    Sandra e Rodolfo,

    Tenho acompanhado a jornada de vocês aqui pelo blog, mesmo com uma pequena vergonha e me sentir invadindo a privacidade… mas se vcs escrevem, logo, osso ler… rs

    Admiro a coragem e acredito que vocês darão certo no japão ou em qualquer lugar do mundo porque são pessoas muito especiais!

    Adorei a Ida da Vivi para a escola e estou ansiosa também pra saber como será a adaptação da Nicole…

    Continuo na torcida! Não deixem de escrever!
    Grande abraço e sucesso pra vocês

    • Sandra Hirayama Veronese disse:

      Crystal, obrigada pelas palavras e pelo carinho!! E quem sabe um dia vc não vem pro Japão? Seria muito legal!!
      Continue nos acompanhando!!
      Bjs

  6. Yukie disse:

    Sandra e Rodolfo:

    Como é bom ver a mão do nosso Paizão, em todos os momentos na vida de vcs aí…
    EStou aqui em prantos, emocionada, por esse cuidado tão especial!!
    E tb com um sentimento de nostalgia, pois quando tinha uns 11 anos, eu e minha irmã, moramos um tempo no Japão e frequentamos a escola lá. E era exatamente desse jeito q íamos pra escola. Quem coordenava eram os mais velhos (da 6ª série), e a fila era organizada de acordo com a série, sendo que os pequenos íam na frente. E ía um mais velho na frente liderando e os demais na ordem de série, em fila indiana. E quando chegava perto da escola, vc via várias filas indianas chegando, dos vários bairros… E na saída, todos se reuniam na quadra, por bairro, na mesma formação e voltávamos, todos andando, conversando, no meio das plantações de arroz. Muito legal!
    E q maravilhoso ver o cuidado dos coleguinas de classe!
    Q Deus continue abençoando, e estamos sempre em oração!!
    GAMBARE!!!

    • Sandra Hirayama Veronese disse:

      Puxa, Yukie, isso que é tradição!! Está exatamente igual de quando vc estudou aqui!!
      Estamos gostando bastante, Deus realmente tem cuidado de tudo!
      Bjs!!

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