Carteira de motorista

25.03.15

Postado por Sandra

 

Ontem (23/03) foi minha segunda tentativa de tirar a carteira de motorista aqui no Japão. A primeira até que não fui tão mal, mas errei nos kakunins (confirmação) na hora das paradas, isto é, olhar nos espelhos retrovisores central, da direita e da esquerda, além de virar levemente o corpo e dar uma olhada para trás. Isso é necessário porque tem muita gente andando de bicicleta nas ruas e esses “kakunins” ajudam a evitar os acidentes.

Na primeira vez no final do teste, como não entendo muito o japonês, fiquei um tempo sem saber se tinha passado ou não. Só depois tive a certeza quando vi o papel do Rodolfo com o mesmo kanjii de reprovação.

O trajeto é um tanto complexo e tive que decorar o caminho. Mas o fiscal vai falando onde deve virar e qual número deve entrar, tudo em japonês. Essas instruções mais simples consigo entender! E a mão é a inglesa, então o lado do motorista é o direito e a pista que você dirige é o esquerdo, exatamente o oposto do Brasil.

Confesso que ontem estava um pouco preocupada, mas tinha quase certeza que não passaria. Não conseguimos marcar a aula na auto-escola, pois não tinha mais vaga. Muita gente aqui no Japão faz 5, 6 vezes o teste. Fiz todo o trajeto, a fiscal anotou algumas coisas que eu fiz de errado, mas na hora que terminou não estava entendendo o que estava acontecendo (de novo!). Só depois dela ter falado umas duas vezes “OK” e “matte” (espere) que eu entendi que havia passado. Foi a partir desse momento que o nervosismo bateu! Fiquei eufórica, feliz, preocupada, tudo ao mesmo tempo. E se eu não havia entendido que tinha passado?

Mas no fim tudo deu certo. Depois de umas duas horas de espera, saí do local de provas com a minha carta em mãos. Nem acreditei! Tinham muitas pessoas orando por mim naquele momento e agradeço a cada um por isso.

carteira de motorista

Hoje (24/03) foi a prova do Rodolfo. Marcamos em dias diferentes para ter como cuidar da pequena-sapeca Nicole, pois ela entrará na escolinha somente em abril. Ele fez todo o trajeto perfeitamente, mas na hora de parar o carro, passou por cima de uma calçadinha que o reprovou. Marcou nova prova para o início do mês que vem. Estejam na torcida!

Nosso próximo passo será comprarmos o carro que vai facilitar muito a nossa vida por aqui, por causa das meninas. E os japoneses que se cuidem quando eu sair dirigindo!

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Encontro King’s Kids Japan

18.03.15

Postado por Rodolfo Veronese

 

Este último fim de semana (13 e 14/03) fui com a Vitória para o encontro de King’s Kids Japan e foi muito divertido, apesar das longas viagens de trem.

King’s Kids é um ministério da JOCUM com o qual já temos contato desde 2001. Apesar de ter a dança e teatro como ferramentas principais, o King’s é muito mais do que isso, abrangendo cuidado das crianças, adolescentes e famílias. Todas as vezes que participei foi sempre muito bom. Durante um bom tempo tivemos um grupo na IMeL Jorda e depois também em Diadema.

Aqui no Japão tive a oportunidade de participar das campanhas de 2012 e 2013 e também no Gateway em Hong Kong, onde pude fazer bons amigos e foi muito legal poder revê-los agora. Pessoal de Hadano, Toyohashi, Hamamatsu, Takefu, é sempre muito bom estar com vocês!

Sempre ajudei nos bastidores ou dando palestras para os pais e líderes de jovens , dessa vez fui convidado a pregar no evento. Quem me conhece sabe que eu adoro falar para a molecada, pois é onde eu prego como realmente gostaria de pregar todas as vezes, hehe… Por isso me senti privilegiado pelo convite.

 King’s Kids Japan

Para poder ir até o evento em Hamanako pegamos carona com o Pr. Luis Ueda de Kanagawa e assim pudemos conhecer na ida e na volta um pouco do pessoal da Igreja Sal da Terra e do grupo Light of The World e foi muito legal! Demos boas risadas e o grupo acolheu a Vi muito bem. E no final ainda tivemos direito a um delicioso pastel! Espero ser convidado mais vezes!

De verdade agradeço ao pessoal do King’s Kids Japan pelo convite e pela calorosa acolhida de todos de Kanagawa! Quem sabe em um futuro não muito distante teremos o grupo da IMeL Chiba se apresentando?

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Comida japonesa

11.03.15

Postado por Sandra

 

Nesse post explicarei como tem sido nossa alimentação aqui no Japão.

No Brasil, não costumava cozinhar muito, era uma atividade mais de fim de semana, mesmo porque minha mãe me ajudava grandemente no dia a dia. Mas agora tudo mudou: cozinho agora todos os dias e tenho aprendido muitas coisas! É claro que nunca serei uma chef, mas a descoberta de como fazer coisas gostosas tem sido bem interessante. Uso muito a internet para descobrir algumas receitas para fazer por aqui (o YouTube é tudo!), com algumas adaptações de ingredientes.

Todos da família já gostávamos e estávamos muito acostumados com a comida japonesa: sushi, sashimi, misoshiru, oniguiri, tofu, kanikama, karê, udon, lamen, kara ague, então com a mudança de paladar não estamos sofrendo.

comida japonesa

Os japoneses gostam de inserir em seus cardápios muitas verduras e o preço têm me impressionado, pois têm coisas bem baratas. Moramos a uns 7 minutos a pé de um supermercado que é um tipo de atacadista de congelados, com os preços bem em conta. Para se ter ideia, um potinho de um tofu delicioso e macio custa ¥28 (aproximadamente R$ 0,70) e um pacote de moyashi, o broto de feijão, custa menos de R$ 0,50! Resumindo, temos comido bastante tofu e moyashi! O leite não é UHT, vale por mais ou menos uma semana, aí temos que repor sempre. No Brasil comprávamos 3 dúzias de caixinhas de leite na compra do mês. O interessante é que o leite desnatado custa uns 70% do integral.

Por outro lado, as frutas são caras: 4 bananas custam ¥198 (R$ 4,90) e cada maçã custa ¥98 (R$ 2,40). A Vitória e a Nicole estão sentindo falta das mangas em abundância, uvas, ameixas, goiabas…

A carne é cara, mas se comparada ao Brasil, acaba ficando mais ou menos o mesmo preço.

Para se comer fora, temos nos impressionado que aqui é mais barato que São Paulo. Há muito tempo tentávamos evitar comer fora no Brasil, porque a família com quatro pessoas o gasto era bem alto! Aqui gastamos uns 30% a menos. Até o McDonalds é mais barato. Tem bastante opção saudável, como o lámen cheio de verduras e tudo é uma delícia! E tem uma coisa bem bacana: se não quisermos pedir a bebida, sempre há na praça de alimentação água geladinha à vontade. Isso também ajuda na economia.

Os doces são maravilhosos! Eu não gosto de nada muito doce, e no Japão é tudo mais suave e bem macio. Será que vou ganhar alguns quilos por causa disso?

Se temos sentido falta de algum alimento do Brasil? Feijão (encontramos em algumas lojas brasileiras), alguns tipos de queijos (temos comido bastante aqueles queijos processados), requeijão… mas nada que estamos sofrendo muito! Tá certo que um pastelzinho de feira com garapa é algo que vai para sempre nos dar água na boca… rs!

A culinária japonesa foi eleita como Patrimônio Cultural Intangível da Humanidade pela UNESCO. Ou seja, estamos comendo bem, saudável e mais barato!

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Pontualidade britânica… ou japonesa?

4.03.15

Postado por Sandra

 

Esqueci os meus relógios de pulso no Brasil. Achei que estavam na mala, mas constatei depois que realmente os havia esquecido. Na verdade, trouxe somente um, que acabou quebrando o vidrinho da frente, que impossibilitou o seu uso. Que triste! Ou seja, quando saio, só tenho o relógio do celular para me guiar.

Como todos sabem, eu adoro relógios, aliás o que eu gosto mais é da pontualidade. Nunca gostei de chegar atrasada nos compromissos, quase como um TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). Quem convive comigo sabe como é!

relogio

Aqui no Japão essa obsessão pela pontualidade também acontece (já sei de onde puxei esse lado, rs!), e é com tudo: trens, serviços, ônibus. Se o trem está marcado para às 10h23, se você chegar 10h24 na plataforma ele já partiu (falamos dos trens nesse post aqui). A entrega das encomendas pelos correios são entregues no horário combinado.

Tudo tem o seu lado bom e o ruim. Se por um lado os japoneses são pontuais, por outro eles perdem na flexibilidade que precisamos ter para conviver melhor. Nem sempre temos controle sobre tudo e não ter essa margem, às vezes, torna a vida muito pesada.

O brasileiro por outro lado já costuma abusar dessa mesma flexibilidade e peca por não respeitar horários, que acaba transmitindo falta de compromisso e também responsabilidade, mesmo que não seja essa a intenção. Planejar a vida também fica mais difícil quando não sabemos quando os outros chegarão.

Então, minha reflexão é que devemos ter equilíbrio. Equilíbrio no jogo de cintura e na pontualidade, transmitindo responsabilidade mas sem deixar a vida estressante, seja no trabalho, na igreja mas principalmente nos nossos relacionamentos.

Eu também preciso ter esse equilíbrio. Às vezes, chegar 5 minutinhos depois do combinado não vai ter tanto problema!

P.S.: depois de escrito esse post, encontrei os meus relógios em uma bolsinha escondida na minha necessaire. Mas a reflexão continua valendo!
 
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