Ensinando português no youchien

24.06.15

Postado por Sandra

 

Aqui o PTA (Associação de Pais e Professores) é algo muito forte nas escolas e todos levam isso muito a sério. Todos os pais que trabalham no PTA o fazem de maneira voluntária. Para fazer parte da Associação, é necessário pagar uma taxa anual. Clique nesse link para mais informação.

No youchien (escolinha) da Nicole, há um dia que os pais vão até à escola participar de algumas atividades/jogos junto com os alunos e fomos convidados nesse dia para ensinar alguns cumprimentos em português.

youchien português

Ensinamos várias expressões, como ˝Bom dia˝, ˝Boa tarde˝, ˝Boa noite˝. Escrevemos o que significa em hiragana, e mais ou menos a pronúncia das palavras em katakana. Hiragana é o alfabeto mais simples, que escrevemos a maioria das coisas. Katakana usa-se normalmente para escrever palavras estrangeiras.

O mais engraçado é que algumas crianças e mães pensam que a gente fala inglês, por sermos estrangeiros. Algumas nunca tinham ouvido nada em português.

Finalizamos o dia de atividades almoçando junto com os alunos. A Nicole estava toda feliz por estar com os pais nesse dia.

Foi algo muito bacana, porque até hoje algumas mães olham para nós e falam um ˝Bom dia˝. Percebemos o quanto estão abertas a receber uma cultura diferente e isso é algo que conforta o nosso coração. Até agora, nossa recepção por parte dos japoneses tem sido muito boa.

 

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Kanagawa

17.06.15

Postado por Rodolfo Veronese

 

Nas outras vezes que Rodolfo esteve no Japão, ele teve a oportunidade de conhecer o Pr. Luis Ueda, sua família e o pessoal da igreja Sal da Terra em Kanagawa. E após conhecer o grupo de King’s Kids no encontro ocorrido em março, bateu a vontade de estreitar os laços com eles!

No último sábado (13/06) tivemos essa oportunidade, fomos convidados para participar do ensaio do King’s Kids e também de uma célula de casais nos quais o Rodolfo esteve compartilhando uma mensagem.

O encontro de casais foi realizado na casa do casal Sakada, sempre muito simpáticos. Comemos uma suculenta feijoada e depois fizemos um tempo de reflexão. Foi um tempo muito bom de fazer novos amigos e conhecer o belo trabalho que estão realizando ali.

kanagawa

O ensaio do King’s Kids e o culto são realizados em  um espaço cedido por uma igreja presbiteriana japonesa que tem trabalhos muito legais como escola infantil, creche e, olha só, um grupo escoteiro, que estava realizando suas atividades ali quando chegamos. Impossível não lembrar da Imel Diadema!

Além do excelente tempo com todos, também foi nossa primeira “aventura” pelas estradas japonesas. Pela primeira vez pegamos uma via expressa e os milhares de elevados, bifurcações e pedágios que existem por aqui. Com a ajuda do GPS (viva o Google Maps!) fomos bem, e erramos só um pouco na volta. O ponto alto foi dirigir pela primeira vez na Aqualine, uma estrada que vai por baixo do leito da baía de Tóquio (já falamos da Aqualine nesse post).

Queremos deixar aqui nossa gratidão a todos de Kanagawa que nos receberam tão bem, esperamos poder encontrá-los mais vezes!

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Vamos ao médico… em japonês

10.06.15

Postado por Rodolfo Veronese

 

Alguns momentos tem sido difíceis por não sabermos bem o japonês, o que é normal nesse processo de morar em outro país, mas semana passada tivemos a prova máxima: ir ao médico!

Já tínhamos ido ao hospital em uma consulta de rotina da Vitória (contaremos em outro post) mas, como estava programada, conseguimos que a Tiemi fosse conosco para fazer a tradução.

Semana passada a Vitória começou a ter febre e reclamar de dor de garganta, algo que acontecia também no Brasil. E decidimos levá-la ao médico, pois pelas experiências anteriores sabíamos que só antibiótico resolveria. Como foi algo inesperado, não tínhamos ninguém para ir conosco para fazer a tradução.

Apesar da dica de que em uma clínica aqui perto havia um médico que falava um pouco português, preparamos os aplicativos, o dicionário e a coragem e fomos lá, pois não sabíamos se esse médico estaria nesse dia. Ao chegar, tivemos que preencher um formulário todo em japonês com perguntas sobre doenças anteriores, etc. mas deu tudo certo, graças a Deus e ao Google Translator com sua capacidade de fotografar e traduzir os kanjis. Fizemos o pré-atendimento que foi tranquilo porque eram perguntas mais simples que Rodolfo sabe responder.

Pouco tempo depois fomos atendidos, falamos em japonês e o médico perguntou: – どの国?(De que país vocês são?) – ブラジル (Brasil) – respondemos! E então ele disse: “- Ah Brasileiros! Muito prazer, eu falo um pouco de português!” E o resto da consulta inteira foi em português, carregado no sotaque mas bem compreensível. Ufa, foi um alívio e tanto.

Na hora de pagar a consulta, primeira surpresa: não pagamos nada! Isso mesmo, a consulta é toda coberta pelo seguro de saúde público e depois fomos à farmácia e esperávamos aquela facada habitual do antibiótico e de novo não tivemos que pagar nada. Acredite se quiser! Normalmente a farmácia fica logo ao lado e eles entregam a dosagem exata que o paciente irá utilizar no tratamento. Nem mais, nem menos.

Sim, nós pagamos um seguro saúde do governo, mas ele não chega nem perto do valor que pagamos no plano de saúde particular no Brasil e nos dois casos que precisamos tivemos tudo “de graça” sem ter que pagar a mais por nada, nem ficar solicitando o tão trabalhoso reembolso. Como é satisfatório ver que nosso dinheiro pago aos cofres públicos aqui volta para nós quando precisamos. Esperamos e ainda acreditamos que um dia o Brasil seja assim também.

A Vitória melhorou e já foi na piscina da escola essa semana. Estar com o filho doente é algo que deixa qualquer pai apreensivo, sendo tudo em outra língua pior ainda, mas como é bom ter Deus e os amigos ao lado para nos ajudar nessas horas. Queremos aproveitar para deixar nossa mais profunda gratidão à Ruth, Tiemi e Jefferson que estão sempre dispostos a nos ajudar nas traduções!

Vivi bem de saúde

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Tremeu!

3.06.15

Postado por Rodolfo Veronese

 

Nesse último sábado (30/05), o Japão foi atingido por um forte terremoto que pela primeira vez foi sentido, em intensidades diferentes, em todo o país. Foi um terremoto bem incomum, e escrever isso quer dizer que os terremotos aqui são comuns o suficiente para chamarmos esse de diferente! Aconteceu no oceano a uma profundidade de quase 700 quilômetros e foi de 8.1 na escala Richter que vai até o máximo de 9, ou seja, foi bem forte. Para se ter uma ideia, o terremoto de 2011 foi de 8.6. Apesar do epicentro ter sido no oceano não gerou tsunami como em 2011. Apesar de toda a força, não aconteceu nada em todo o Japão além da horrível sensação de tudo balançando, bem diferente do Nepal que recentemente foi arrasado por um tremor de igual magnitude. O Japão tem uma escala própria para os terremotos, diferente da conhecida escala Richter. Clique nesse link para saber mais sobre a escala japonesa.

Nesse tremor mais recente, o Rodolfo estava em Takefu, onde o tremor quase não foi sentido. Já a Sandra estava em casa com as meninas onde o tremor foi bem forte. E apesar de já termos sentido outros tremores antes (sim, eles são comuns) esse foi bem longo e portanto mais assustador. Mas foi apenas o susto, todos ficaram bem e nada caiu das prateleiras e estantes. O fato do Rodolfo estar do outro lado do Japão gerou certa apreensão em ambos, mas depois de nos falarmos ficamos tranquilos.

O Japão todo é muito bem preparado para os terremotos. As edificações são feitas com materiais e tecnologia para suportar fortes tremores. As escolas ensinam e fazem treinamentos constantes com os alunos para saber como agir no caso de catástrofes. Inclusive semana que vem teremos uma simulação tanto na escola da Vitória como da Nicole de como devemos proceder para pegá-las em caso de terremoto.

terremoto

É possível achar em várias lojas produtos e kits próprios para catástrofes, tal como comida enlatada, cobertores térmicos, lanternas e até rádios que funcionam sem pilha. Tem até um arroz que pode ser preparado e esquentado usando apenas água, no mesmo sistema usado pelas refeições dos soldados de hoje. Já estávamos planejando deixar nosso kit pronto e o tremor acelerou nossos planos. Compramos uma bolsa onde deixamos além dos itens citados acima, água, documentos e algum dinheiro. O legal é que ninguém acha que você está exagerando por se prevenir assim, na verdade estranho por aqui é não ter isso!

Por isso, quando ouvirem de tremores aqui fiquem tranquilos, se tivermos que passar por um terremoto, o Japão é, sem dúvida, o melhor lugar para se estar.

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