Otaku, Nerd, Geek e… Pastor?

9.09.15

Postado por Rodolfo Veronese

 

Eu sempre gostei de filmes, videogame, desenho animados, bonecos, miniaturas etc. Desde criança o mundo da imaginação me fascinava. Adorava desenhar as cenas de lutas épicas, de batalhas aéreas e heróis e monstros. Eu desenhava relativamente bem mas agora já estou sem prática.

Também bolava histórias complexas e roteiro de filmes, “projetados” em rolos de sulfite na caixa de sapato. Aliás gosto muito de uma boa história com ação, momentos dramáticos, reviravoltas no enredo, tramas bem boladas e passo horas assistindo uma série ou filme interessante. Quando me empolgo nada me segura. Para se ter idéia, li a trilogia do ˝O Senhor dos Anéis˝ em uma semana e o ˝Hobbit˝ em um dia! Descobri um jeito de não só ler, como também vivenciar a história com o RPG (Role-Playing Game), que nada mais era que a brincadeira de mocinho, herói e monstros com algumas regras. Passei várias noites acordado com os amigos na frente de fichas de personagem, dados, pizza e coca-cola!

Os videogames eram quase um caminho predestinado para mim, pois quando tinha apenas 5 anos, meu pai comprou um Atari e depois um Intelevision que ele ficava jogando com um primo noite adentro. Lembro até hoje quando ganhei meu Phantom System, o nintendinho da Gradiente, fiquei 6 horas seguidas jogando Gauntlet e pensei “acho que vou ter problemas com isso no futuro”. E eu estava certo, confesso aqui que já exagerei algumas vezes.

Além do videogame, outra influência do meu pai foi com o plastimodelismo. Apesar dele montar os aviões grandes que voavam de verdade, desde pequeno eu gostava mesmo era de pintar e montar os pequenos aviões e tanques. Não é um hobby tão conhecido mas quem foi menino nos anos 80 provavelmente deve ter tido um Revell. Me lembro de ouvir muitas vezes meu pai falando que eu tinha que ter paciência e esperar secar a cola ou a tinta, exatamente porque eu não tinha muita e meus modelos eram cheios de digitais das minhas mãos inquietas. Com o tempo aprendi a ter paciência como também as técnicas de pintura e fui melhorando.

Era vidrado nos desenhos animados e fã assumido de Piratas do Espaço, e eu não sabia que aquilo seria o começo do meu amor pelos animes. Na década de 90, como andava com o pessoal da igreja que eram na sua maioria nikkey, fui apresentado a algo que a galera do Brasil não conhecia, Dragon Ball! Tá certo que eu não entendia nada das conversas e não tinha legenda mas as lutas compensavam. A partir dali fui conhecendo cada vez mais o mundo dos animes e mangás, bem antes de virar moda no Brasil.

Por outro lado, tudo isso não chega perto da minha admiração pelo universo, história e efeitos especiais de Star Wars. Eu nem sei quando comecei a gostar, só lembro de ficar insistindo com meu pai para ir ver “O Império Contra-Ataca” no cinema mesmo sem ter idade para isso. Tenho pelo menos umas 5 versões da trilogia original, VHS, Remasterizada, DVD, DVD versão especial, Blu-Ray. Fora os bonecos, posters, capinha de celular, camisetas, toalhas e até chinelos da franquia.

rodolfo nerd

E aí eu me converti, conheci a Jesus e… continuei gostando disso tudo e, ao contrário do que dizem, não me afastei da fé, cresci em Deus e no ministério. Se isso tudo era do demônio como esbravejam, eu devo ter jogado, lido e assistido de um jeito muito errado, pois até virei pastor e missionário. Acho que é preciso ser crítico com tudo, pois existe muita coisa ruim sim, mas também muita coisa boa, histórias e exemplos que podem ser usados para ensinar bons valores. Eu prefiro ver Deus em tudo isso.

Sim, sou cristão, pastor, missionário e também nerd, geek, otaku, etc. Dá pra perceber que a sabedoria de Deus em me enviar para o país certo, não é mesmo?

 

compartilhe Share on FacebookTweet about this on TwitterEmail to someone
comente 0

Deixe uma resposta

DESIGN: Sandra H. V. • programação: webonfocus