Viagem ao Brasil

20.07.16

Postado por Rodolfo Veronese

 

Voltamos são e salvos, eu e a Nicole! Foi uma aventura e tanto que vou tentar contar aqui para vocês.

Primeiro sobre o vôo, afinal foram pelo menos 24 horas dentro do ambiente fechado e apertado de um avião. E para minha surpresa, de forma geral a Nicole aguentou bem e se comportou com apenas alguns episódios de manha – o que é normal afinal nem nós adultos aguentamos tanto tempo sem ter o humor afetado. E nos vôos já tive uma pequena amostra do choque cultural que iria sofrer pois a diferença de comportamento dos passageiros do trecho Japão – Abu Dhabi e Abu Dhabi – São Paulo era bem grande!

Fizemos uma pequena pausa de 4 horas em Abu Dhabi onde conhecemos meio sem querer a família do Pr. Bruno que trabalha aqui no Japão também e foi muito legal ver essa coincidência divina. E o engraçado é que no começo os filhos deles estavam brincando com a Nicole e começamos a conversar em inglês para depois descobrir que éramos todos brasileiros. Também acabamos vindo no mesmo voo que o Pr. Carlos, que foi para o Brasil um período de retorno e descanso, a partir de Abu Dhabi.

Chegar em São Paulo depois de um ano e meio foi um experiência diferente, confesso que não achei que estranharia tanto as coisas com tão pouco tempo fora do país. Mais tenso porém foi ver que a Nicole levou um tempo para reconhecer os pais da Sandra e depois a cachorrinha que eles têm e que ela era muito chegada. Aí percebemos que a Nini saiu do Brasil em uma fase que a memória ainda não é bem formada e que ela esquece muita coisa e muitas pessoas também.

Depois disso foi matar a saudade dos Di e da Bá (Ditchan e Batchan, avô e avó em japonês), rever os tios, primo e conhecer a mais nova priminha. E claro lembrar dos mimos da Batchan. Além disso, matamos a saudade do pão francês com requeijão, mortadela e salame!

A semana que fiquei em São Paulo foi a mais cheia, pois além do casamento e o domingo na IMeL Diadema, encontramos com vários amigos e apoiadores da nossa missão. Vários jantares e churrascos gostosos!

E voltar a dirigir do lado esquerdo foi um desafio e tanto e admito que não consigo mais ligar a seta sem antes ligar o limpador de para-brisa, algo que ainda faço aqui no Japão. E que dirigi por uns 300 metros na contramão na estradinha que ia para um dos casamentos!

No primeiro sábado fui então realizar o primeiro casamento e, apesar de estar um pouco nervoso, foi muito divertido e uma honra, pois acompanhei o namoro do casal desde o comecinho e ver o amadurecimento deles e poder participar desse momento é um dos privilégios que tenho em ser pastor. Pude rever também muitos amigos que eram adolescentes quando eu comecei o pastorado.

Pregar na IMeL Diadema foi muito bom e inspirador. Que alegria ver a minha igreja base crescendo, amadurecendo e mudando pois haviam muitas pessoas novas e foi muito bom compartilhar aquilo que temos passado aqui para aqueles que tem sido nossos principais apoiadores. A Nini reencontrou os antigos amigos da igreja e parece ter se divertido no cultinho infantil.

Na semana seguinte fomos para a casa da minha mãe em São José dos Campos onde a Nini matou saudades da prima que gosta/briga tanto e eu de jogar videogame com a minha irmã até cair de sono. E claro, mais uma vez comer gostosuras, afinal a viagem era eu e a Nini, os dois mais gulosos de casa!

Fiz então o segundo casamento, mais uma vez de um casal que acompanhei desde o começo. A noiva era uma das mais chegadas quando eu era pastor e eu até dizia que era como se ela fosse uma filha para mim, por isso foi bem emocionante vê-la se casando. Sinto-me muito privilegiado de poder ter feito o casamento de alguns de meus melhores amigos.

No domingo seguinte preguei então na IMeL de São José dos Campos e que fazia parte de uma conferência missionária que eles organizaram com a minha participação e do Pr. Carlos. Foi muito bom rever os amigos de lá também e poder agradecer a igreja, pois a IMeL SJC sempre foi bem envolvida com missões e nos apoia bastante.

Por fim viemos embora bem cansados da rotina puxada desses dias, mas o mais difícil foi despedir da família e das pessoas queridas. Passar pela alfândega com os olhos cheios de lágrimas não foi fácil não. Deus porém, na sua sabedoria e sabendo nossos limites, deu-nos a benção de virmos com os quatro lugares do centro do avião vazios só para nós dois nos dois trechos da viagem.

Agradecemos a todos que nos receberam nesse tempo e em especial aos dois casais que me convidaram para realizar os casamentos e proporcionaram esse tempo para nós.

Foi um tempo corrido mas também de reflexões, tive choques culturais reversos e algumas experiências interessantes mas que ficarão para o próximo post.

 

Brasil 2016

 

 

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