Takefu, dinossauros e calor!

24.08.16

Postado por Rodolfo Veronese

 

Como alguns sabem, o Pr. Carlos Seiji e a família estão no Brasil até o fim de agosto e já havíamos combinado uma ida nossa para visitar a igreja de Takefu em Fukui. O casal de pastores Ester e Mário Maeda estão lá dando suporte à igreja e fomos ajudar em algumas atividades e rever nossos amigos e irmãos.

Fukui agosto 2016

Na sexta feira, tivemos uma tarde de palestra e conversa com os adolescentes quando falamos sobre a Internet e depois fizemos um comemoração de aniversário surpresa com bastante comida gostosa. À noite fomos para a margem do rio fazer o ˝hanabi˝, ou soltar fogos. Diferente do Brasil, os fogos de artifício daqui são mais focados na beleza e portanto não são barulhentos e bem menos perigosos. Feitos inclusive para as crianças menores poderem participar. Divertimo-nos bastante e as meninas adoraram.

No sábado, aproveitamos a manhã livre e fomos com as meninas visitar o Museu de Dinossauros de Fukui que está entre os 3 maiores e melhores do mundo. O tamanho e qualidade do acervo deles é impressionante. Ossadas gigantes de diversos tipos e robôs simulando os animais vivos são de deixar qualquer um fascinado. À noite participamos do culto e depois foi realizado uma cerimônia de reconsagração de votos de casamento por um casal novo da igreja. E mais uma vez muita comida boa!

Como estava muito calor todos os dias, no domingo fizemos a atividade da igreja na praia, onde realizamos um pequeno culto e batismo no mar. Dia muito gostoso, com bastante sol, água deliciosa e adivinhe? Sim, boa comida!

Foi um tempo muito bom de rever os amigos e colocar as conversas em dia. Temos um carinho muito grande por todos da IMeL Takefu e agradecemos a sempre calorosa recepção e carinho conosco. Sempre bom ver o que Deus tem feito por lá!

Na segunda-feria, aproveitamos a viagem e emendamos nossas férias da família mas aí é assunto para o próximo post.

 

 

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Deus é brasileiro?

17.08.16

Postado por Rodolfo Veronese

 

Como comentamos anteriormente, estive no Brasil por duas semanas entre junho e julho, e dessa vez queria comentar o choque cultural reverso que tive e as reflexões que tirei disso.

Confesso que já começou com a chegada em Guarulhos pois a diferença entre os aeroportos de Narita (Japão) e Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) e Cumbica (São Paulo, Brasil) são grandes. Depois foi o choque com a sujeira e a desorganização. Está certo que eu peguei a Av. Juntas Provisórias e Anhaia Melo que, para quem conhece São Paulo, sabe que não são lugares mesmo muito bonitos. Mas de qualquer forma foi bem mais chocante do que eu estava esperando.

 

Deus é brasileiro?

 

Junto com isso o trânsito bem agressivo habitual dos paulistas. Ao me encontrar com os amigos e sair para comer ou tomar um café foi o momento de me lembrar que atendimento igual aqui no Japão é difícil de encontrar. E na minha primeira ida ao supermercado me peguei abaixando a cabeça e pedindo licença para todos que eu passava na frente no melhor estilo japonês.

Quem lê até aqui pode achar que estou sendo arrogante e supervalorizando o Japão, mas quero deixar claro que estar no Brasil também me fez lembrar dos problemas da terra do sol nascente também. Afinal aqui as ruas são limpas, as pessoas educadas e o atendimento é ótimo mas tudo isso tem um preço. Sempre digo que morar no Japão é muito bom mas viver não tanto assim. Uma cultura absurdamente inflexível, cheia de regras e etiquetas e muito indireta. Vi como é fácil fazer amizade no Brasil, seja com vizinhos, vendedores etc. Para se ter uma ideia, minha mãe se mudou há pouco mais de um mês e já conhece vários vizinhos do prédio, eu moro há um ano e meio aqui e não conheço bem nenhum vizinho. Ao visitar amigos no Brasil, vi como até as casas são feitas para receber pessoas e amigos. Podemos reclamar de muita coisa do Brasil, mas isso é algo bem legal, e reforçou para mim como a vida pode ser solitária aqui no Japão.

Ao avaliar tudo isso, reforcei ainda mais algo que sempre tive dentro de mim. Não existe certo ou errado, melhor ou pior quando se fala de cultura. E que para me relacionar melhor com os japoneses preciso entender e respeitar a cultura daqui, sem deixar de lado as coisas boas de ser brasileiro.

E creio que isso tem a ver conosco e com Deus. Nós cremos em um Deus que quer se relacionar conosco, criar laços! E que respeita nossa história e nossa cultura. Em João 1:14 diz que aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. E viveu em uma cultura específica em um tempo específico. Jesus não veio de calça jeans no meio do deserto. Ele viveu e respeitou os costumes da região e do tempo em que estava, veio como um de nós, vivendo entre nós mesmo sendo um mundo tão sujo e ao contrário da imagem que se tenta criar dele, a Bíblia deixa claro que Ele viveu, não como alguém iluminado e distante, mas no meio das pessoas e junto com elas. Jesus pode ser brasileiro, japonês ou qualquer outra cultura, porque o que Ele quer mesmo é se relacionar conosco para fazer parte do nosso dia a dia.

 

 

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O que mais sentimos falta

10.08.16

Postado por Sandra

 

Da família e dos amigos. Simples assim. E toda vez que penso nesse assunto, dá um nó na garganta que preciso começar a pensar em outra coisa para não escorrer uma lágrima. E olha quem me conhece há algum tempo me descreve como “coração de pedra”!

Mas graças a Deus hoje temos a tecnologia ao nosso favor que diminui um pouco essa enorme distância. Minha mãe já sabe usar o Skype, apesar de já ter acordado meu tio ligando às 6h30 da manhã no Japão – isso é um mero detalhe! E outros programas e conversas on-line como WhatsApp, Line, Messenger, FaceTime têm ajudado quando a saudade aperta.

 

o que sentimos falta

 

O restante é administrável. A comida, por exemplo, no Japão temos alguns lugares que vendem produtos brasileiros, e cozinho o que a gente mais gosta, com algumas adaptações. Vou confessar que um requeijão com pão francês é algo que realmente sinto falta. Aqui tem requeijão mas é muito caro, já testamos algumas receitas mas a cremosidade não ficou parecida. O clima também já acostumamos mais e, como a maioria dos locais fechados são climatizados, não é um problema. A língua, com o passar do tempo e estudando diariamente, temos entendendo pouco a pouco mais, e algumas coisas estamos conseguindo autonomia. Estamos longe da fluência, mas o meu objetivo é a cada dia entender mais da língua japonesa.

Temos feitos muitos amigos aqui também, a maioria da igreja, mas outros de outros lugares: na aula de japonês, nas escola das meninas ou até dos trabalhos que tenho feito por aqui. Com os japoneses esse processo de amizade é um pouco mais devagar, mas aos poucos estamos estreitando os laços com eles.

Muito obrigada a todos que de vez em quando manda um recadinho ou interage no Facebook ou outro app, sinto que é Deus cuidando da gente através de cada mensagem. Meu coração se sente aquecido com o contato de vocês. Por favor, continuem!

 

 

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Julho em 5 fotos

3.08.16

Postado por Sandra

 

Julho em 5 fotos

 

Acompanhe um pouco do que aconteceu no mês de julho através de 5 fotos!

1. Pra. Ester e Pr. Mário Maeda - Outro casal que veio dar um suporte à IMeL Takefu, a pra. Ester e o pr. Mário passaram 2 dias aqui em Chiba após desembarcarem em Narita. Iremos encontrá-los em Takefu, pois passaremos um fim de semana lá, depois eles pretender passar uns dias aqui em casa antes de voltar ao Brasil.

2. Férias de Verão - 夏休み - As meninas estão de férias, que começam na segunda quinzena de julho até o final de agosto. Agora é pleno verão, então iremos aproveitar muito o calorzão. E faz muito calor mesmo, a média tem sido uns 28-32 graus.

3. Volta do Rodolfo e Nini do Brasil - Depois de um pouco mais de quinze dias (veja nesse link sobre a viagem deles), finalmente voltaram! Passaram alguns dias com o fuso horário meio zoado, mas depois tudo engatou e voltamos à rotina. Agradecemos todo o suporte e orações durante esse período!

4. Noryoku Shiken - No mês de junho, a Sandra havia feito um simulado, então agora essa prova foi pra valer! Essa prova de proficiência é muito famosa entre os estrangeiros por aqui. Agora é esperar o resultado e se preparar para o próximo teste!

5. Vitória e suas amiguinhas japonesas - Da nossa família, a Vitória tem sido a pessoa com mais progressos na língua e conseguido se comunicar melhor. Tanto que a Sandra foi em uma reunião da escola com ela (o Rodolfo ainda estava viajando), e foi a Vitória que fez a tradução e explicou as coisas para o professor. Ela tem trazido algumas amiguinhas japonesas em casa para estudar e tem sido muito interessante que ela consiga conversar tão naturalmente com elas.

 

Veja os posts anteriores:

Janeiro em 5 fotos

Fevereiro em 5 fotos

Março em 5 fotos

Abril em 5 fotos

Maio em 5 fotos

- Junho em 5 fotos

 

 

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