Casa limpa X País seguro

22.02.17

Postado por Rodolfo Veronese

 

Casa limpa X País seguro

 

Certa vez li um artigo muito bom onde um brasileiro, residente na Holanda, comenta sobre a relação entre se lavar o próprio banheiro e poder abrir um Mac Book no ônibus. Um título no mínimo inusitado e que me chamou a atenção, e que me fez refletir um pouco sobre alguns conceitos e cultura que temos no Brasil ainda mais que estávamos prestes a nos mudar para o Japão. Recomendo a leitura do artigo nesse link. Resumidamente, ele defende que a violência é fruto da desigualdade social como vemos no parágrafo abaixo:

O curioso é que aqueles brasileiros que queixam-se amargamente de limpar o próprio banheiro, elogiam incansavelmente a possibilidade de andar à noite sem medo pelas ruas, sem enxergar a relação entre as duas coisas. Violência social não é fruto de pobreza. Violência social é fruto de desigualdade social. A sociedade holandesa é relativamente pacífica não porque é rica, não porque é “primeiro mundo”, não porque os holandeses tenham alguma superioridade moral, cultural ou genética sobre os brasileiros, mas porque a sociedade deles tem pouca desigualdade. Há uma relação direta entre a classe média holandesa limpar seu próprio banheiro e poder abrir um Mac Book de 1400 euros no ônibus sem medo.

Aqui no Japão é um pouco diferente do que ele descreve no texto sobre a Holanda, existe sim uma hierarquia social bem clara e rígida mas que não se reflete na situação socioeconômica da população. De forma geral as pessoas recebem salários decentes mesmo pelos trabalhos tido, especialmente por nós brasileiros, como sendo de menos prestígio. Por isso alguns serviços são bem caros comparados ao que estávamos acostumados no Brasil! E um deles é o de empregada doméstica ou faxineira. Não que não exista, contudo o empregador precisa ser muito rico para poder pagar um salário digno para quem for trabalhar para ele.

Apesar de já sabermos que seria assim, confesso que não foi tão fácil, reconhecer, questionar e mudar um conceito que tínhamos de que é necessário ter uma pessoa que faça a limpeza da sua casa para você. No começo foi meio penoso e fazíamos algumas coisas reclamando e pensando como seria bom ter uma faxineira. Com tempo fomos nos acostumando e vendo como não é assim tão complicado. Aqui, os produtos de limpeza são excelentes e práticos, as próprias casas e móveis são feitas de forma a ser muito fácil limpar e até mesmo a sociedade é estruturada para isso. O costume de tirar o sapato, por exemplo, faz muita diferença no dia a dia. As crianças também são ensinadas desde cedo a fazer parte das tarefas domésticas e tem aulas sobre isso e ajudam na limpeza da própria escola.

Após esses dois anos experimentando uma segurança impressionante nas ruas do Japão, na verdade quase inacreditável para quem veio do Brasil, concordo ainda mais com o texto que  prefiro limpar meu próprio banheiro do que ter que andar com vidro fechado e tenso em todo semáforo que paro. Também aprendemos a desencanar de algumas coisas com relação aos serviços domésticos, a valorizar alguns que são realmente chatos e penosos, e principalmente que é possível adequar isso à nossa rotina sem maiores estresses.

Sempre falamos entre nós que caso se voltarmos ao Brasil vamos manter aquilo que aprendemos aqui, a tirar os sapatos antes de entrar em casa e não ter mais faxineira.

 

 

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Home office: um sonho?

15.02.17

Postado por Sandra

 

Não sei se todos sabem, mas desde que me mudei aqui para o Japão passei a trabalhar em esquema home office, ou seja, trabalhar em casa. Para quem sempre trabalhou fora, no esquema 8-18h, essa experiência tem sido completamente diferente: acordar e já estar no escritório tem lá suas vantagens.

Primeiro, não ter que pegar o trânsito-nosso-de-cada-dia já é algo que alegra a qualquer um, pois eu ficava cerca de uma hora e meia para fazer o trajeto casa-trabalho-casa por dia. Esse tempo agora pode ser transformado em hora produtiva, por exemplo. Outro ponto bem positivo é ter flexibilidade de horário: posso trabalhar a qualquer hora, e também consigo participar das atividades do youchien da Nicole, fazer aula de japonês na quinta de manhã… no entanto isso também significa que muitas vezes fiquei até às 22h30 em algum projeto mais urgente.

Até aqui tudo certo, vou citar agora alguns pontos negativos, como ficar até mais tarde trabalhando: isso tem acontecido mais vezes do que eu gostaria. Eu não acho de todo ruim, pois o Rodolfo brinca que o meu hobby é o trabalho! Outro aspecto é que você não tem um ganho fixo, um mês pode ser muito bom financeiramente e outro não. O planejamento nessas horas é fundamental para que você não passe apertos com o dinheiro.

E também desenvolver algum trabalho quando as meninas estão em casa é algo realmente desafiador quando não é impraticável: ouvir um ˝mãe, mãe, olha isso˝ ou ˝estou com fome˝ etc. ou simplesmente por elas estarem precisando de mim em algum momento. A solução que tenho encontrado seria adiantar as tarefas enquanto elas estão na escola ou após elas dormirem.

Trabalhar em casa tem sido muito bom, tenho gostado muito. Não foi algo que planejei para minha vida, já que trabalhei por quase 20 anos em agências, mas digo com toda a certeza que a experiência de ter trabalhado ˝fora˝ me deu a base para poder trabalhar por conta própria. Creio que sair da faculdade e ir diretamente para o home office dará margens para erros, e que você não comete quando conhece a rotina de uma agência. Para mim, esse trabalho veio no momento certo, só tenho que agradecer a Deus por tudo que Ele me direcionou até aqui.

Se quiser conhecer um pouco mais do meu trabalho, clique nesse link.

home office

 

 

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[Vídeo] Janeiro 2017

8.02.17

Postado por Rodolfo Veronese

 

Fizemos mais um pequeno vídeo sobre como estamos aqui que passou na IMeL Diadema no fim do mês passado. Um vídeo rápido e simples mostrando um pouco de como estamos aqui depois de 2 anos de Japão, pois como diz o ditado: uma imagem vale mais do que mil palavras.

 

vídeo 2 anos

Clique na imagem acima para assistir

P.S. Para as igrejas que nos seguem aqui no blog, fiquem a vontade para passar o vídeo se quiserem.

 

 

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Janeiro em 5 fotos

1.02.17

Postado por Sandra

 

 

janeiro 2017 em 5 fotos

Acompanhe um pouco do que aconteceu no mês de janeiro através de 5 fotos!

1. Monte Fuji - Na volta de Hamamatsu, onde passamos a virada do ano com a família (link), ainda não estava noite e conseguimos ver um pouco do Monte Fuji. Em diversos lugares na estrada dava para ver o Monte grande e imponente, que impressiona a todos, sendo turista ou não.

2. Visita da Geovana - A irmã do Rodolfo, a Geovana, veio visitar a Malásia e ˝deu um pulo˝ aqui no Japão para nos visitar. Foram somente 5 dias, mas já deu para matarmos as saudades. No dia da foto tínhamos ido a um onsen (piscina de águas termais) e foi muito divertido.

3. Nicole – aula de decoração de porcelana - No youchien há alguns eventos nos quais os pais participam. Um dia aprendemos a fazer decoração em canecas de porcelana, deu para soltar a criatividade e as crianças e as mães aproveitaram bastante.

4. Vitória – apresentação na escola - Esse evento, ocorrido em um sábado, celebrou a metade da vida escolar das crianças, e todas disseram qual era o sonho de cada uma, junto com uma apresentação musical. O sonho da Vitória é ser uma ˝fashion designer˝, ファッション デザイナー, ou seja uma estilista de moda. Que os seus sonhos se realizem, filha!

5. IMeL Chiba - Fizemos um planejamento para esse ano com o local novo e estamos bem animados. Muitos eventos, encontros, almoços e esperamos que consigamos convidar nossos amigos japoneses. Orem para que esses planos estejam debaixo da vontade de Deus!

 

 

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