Julho em 5 fotos

2.08.17

Postado por Sandra

 

julho em 5 fotos

Acompanhe um pouco do que aconteceu no mês de julho através de 5 fotos!

1. Noryoku Shiken – A Sandra fez a prova de proficiência para o N4. O Rodolfo fez em dezembro do ano passado, e agora eles vão se preparar para o N3 – pelo menos o livro de estudo para esse nível já compramos!

2. Chegada ao Brasil – Depois de um tempo se preparando, finalmente chegou a hora da viagem! Foram quase 30 horas de vôo, mas graças a Deus tudo deu certo com as malas, a conexão e tudo o mais. Agora é aproveitar a família, os amigos e é claro, a comida!

3. Reencontro com a família – A Sandra e a Vitória estavam há 2 anos e meio sem ver a família aqui do Brasil e o reencontro foi emocionante. O Rodolfo e a Nicole vieram o ano passado, mas mesmo assim a saudade era grande.

4. Visita às igrejas – Todos os domingos que estivermos aqui visitaremos as igrejas e a primeira foi a igreja que tem nos apoiado e sustentado em oração: a IMeL Diadema. Somos muitíssimos gratos por tudo até aqui e esperamos continuar juntos nessa missão.

5. Vitória na EBF – A EBF (Escola Bíblica de Férias) da IMeL Diadema aconteceu no fim de julho e deu para a Vitória participar. A Sandra e o Rodolfo participaram de muitos acampamentos e sabem da importância que isso teve para o crescimento espiritual deles. A Vitória voltou muito feliz, contando toda animada o assunto das palestras, as músicas que cantou e as amizades que fez.

 

 

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Tag – mês dos namorados

21.06.17

Postado por Sandra

 

Encontramos essa tag na internet e seria uma boa ideia para fazermos nesse mês dos namorados. Segue um pouco sobre nossa história!

Onde se conheceram? No Camping 15-17, em Salesópolis

Em que ano se conheceram? 1993

Onde foi o primeiro beijo: no carro Gol da mãe do Rodolfo, em frente à Estação de Metrô Jabaquara.

Quanto tempo estão juntos? 7 anos de namoro + 16 de casados

Quem fez o pedido de namoro? Rodolfo

Quem é o mais ciumento? No início acho que era o Rodolfo. Hoje damos mais risada das situações.

Quem é o mais simpático? Não sabemos.

Quem é o mais bagunceiro? Rodolfo

Quem é o mais falante? Rodolfo

Quem é o mais engraçado? Rodolfo

Melhor motorista? Rodolfo! A Sandra é meio/inteiro perdida. Ainda bem que existe o Google Maps.

O mais guloso? Rodolfo, claro!

Quem bebe mais? Rodolfo. Mas a Sandra bebe água o dia inteiro, seja verão ou inverno.

Quem sempre pede desculpas? Rodolfo, a Sandra é ainda muito orgulhosa… rs!

Quem é mais briguento? O Rodolfo é mais impaciente, mas a Sandra não para de falar/reclamar (segundo as filhas). Coisa de mãe!

Quem se veste melhor? Sandra

Quem é o mais preguiçoso? Rodolfo

Quem nunca esquece das datas? Sandra

Quem gasta mais? Somos bem controlados, mas o Rodolfo gosta de gastar!

Quem é mais romântico? Rodolfo. A Sandra é meio que um cubo de gelo…

Quem fala mais alto? Rodolfo. Diz a lenda que ele é nascido na cachoeira.

Quem se atrasa? Rodolfo

Quem cozinha melhor? Sandra, foi forçada a cozinhar todos os dias no Japão!

Quem dança melhor? Rodolfo

Quem gosta mais de sair? Os dois!

Time do Casal? Sandra: nenhum. Rodolfo: Flamengo.

Um amor que só cresce ? Sim, com a graça de Deus! Apesar dos perrengues, dos arranca-rabo, das dificuldades, dia a dia temos crescido como pessoas e no relacionamento.

 

san e rô

 

 

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O que mais sentimos falta

10.08.16

Postado por Sandra

 

Da família e dos amigos. Simples assim. E toda vez que penso nesse assunto, dá um nó na garganta que preciso começar a pensar em outra coisa para não escorrer uma lágrima. E olha quem me conhece há algum tempo me descreve como “coração de pedra”!

Mas graças a Deus hoje temos a tecnologia ao nosso favor que diminui um pouco essa enorme distância. Minha mãe já sabe usar o Skype, apesar de já ter acordado meu tio ligando às 6h30 da manhã no Japão – isso é um mero detalhe! E outros programas e conversas on-line como WhatsApp, Line, Messenger, FaceTime têm ajudado quando a saudade aperta.

 

o que sentimos falta

 

O restante é administrável. A comida, por exemplo, no Japão temos alguns lugares que vendem produtos brasileiros, e cozinho o que a gente mais gosta, com algumas adaptações. Vou confessar que um requeijão com pão francês é algo que realmente sinto falta. Aqui tem requeijão mas é muito caro, já testamos algumas receitas mas a cremosidade não ficou parecida. O clima também já acostumamos mais e, como a maioria dos locais fechados são climatizados, não é um problema. A língua, com o passar do tempo e estudando diariamente, temos entendendo pouco a pouco mais, e algumas coisas estamos conseguindo autonomia. Estamos longe da fluência, mas o meu objetivo é a cada dia entender mais da língua japonesa.

Temos feitos muitos amigos aqui também, a maioria da igreja, mas outros de outros lugares: na aula de japonês, nas escola das meninas ou até dos trabalhos que tenho feito por aqui. Com os japoneses esse processo de amizade é um pouco mais devagar, mas aos poucos estamos estreitando os laços com eles.

Muito obrigada a todos que de vez em quando manda um recadinho ou interage no Facebook ou outro app, sinto que é Deus cuidando da gente através de cada mensagem. Meu coração se sente aquecido com o contato de vocês. Por favor, continuem!

 

 

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Viagem ao Brasil

20.07.16

Postado por Rodolfo Veronese

 

Voltamos são e salvos, eu e a Nicole! Foi uma aventura e tanto que vou tentar contar aqui para vocês.

Primeiro sobre o vôo, afinal foram pelo menos 24 horas dentro do ambiente fechado e apertado de um avião. E para minha surpresa, de forma geral a Nicole aguentou bem e se comportou com apenas alguns episódios de manha – o que é normal afinal nem nós adultos aguentamos tanto tempo sem ter o humor afetado. E nos vôos já tive uma pequena amostra do choque cultural que iria sofrer pois a diferença de comportamento dos passageiros do trecho Japão – Abu Dhabi e Abu Dhabi – São Paulo era bem grande!

Fizemos uma pequena pausa de 4 horas em Abu Dhabi onde conhecemos meio sem querer a família do Pr. Bruno que trabalha aqui no Japão também e foi muito legal ver essa coincidência divina. E o engraçado é que no começo os filhos deles estavam brincando com a Nicole e começamos a conversar em inglês para depois descobrir que éramos todos brasileiros. Também acabamos vindo no mesmo voo que o Pr. Carlos, que foi para o Brasil um período de retorno e descanso, a partir de Abu Dhabi.

Chegar em São Paulo depois de um ano e meio foi um experiência diferente, confesso que não achei que estranharia tanto as coisas com tão pouco tempo fora do país. Mais tenso porém foi ver que a Nicole levou um tempo para reconhecer os pais da Sandra e depois a cachorrinha que eles têm e que ela era muito chegada. Aí percebemos que a Nini saiu do Brasil em uma fase que a memória ainda não é bem formada e que ela esquece muita coisa e muitas pessoas também.

Depois disso foi matar a saudade dos Di e da Bá (Ditchan e Batchan, avô e avó em japonês), rever os tios, primo e conhecer a mais nova priminha. E claro lembrar dos mimos da Batchan. Além disso, matamos a saudade do pão francês com requeijão, mortadela e salame!

A semana que fiquei em São Paulo foi a mais cheia, pois além do casamento e o domingo na IMeL Diadema, encontramos com vários amigos e apoiadores da nossa missão. Vários jantares e churrascos gostosos!

E voltar a dirigir do lado esquerdo foi um desafio e tanto e admito que não consigo mais ligar a seta sem antes ligar o limpador de para-brisa, algo que ainda faço aqui no Japão. E que dirigi por uns 300 metros na contramão na estradinha que ia para um dos casamentos!

No primeiro sábado fui então realizar o primeiro casamento e, apesar de estar um pouco nervoso, foi muito divertido e uma honra, pois acompanhei o namoro do casal desde o comecinho e ver o amadurecimento deles e poder participar desse momento é um dos privilégios que tenho em ser pastor. Pude rever também muitos amigos que eram adolescentes quando eu comecei o pastorado.

Pregar na IMeL Diadema foi muito bom e inspirador. Que alegria ver a minha igreja base crescendo, amadurecendo e mudando pois haviam muitas pessoas novas e foi muito bom compartilhar aquilo que temos passado aqui para aqueles que tem sido nossos principais apoiadores. A Nini reencontrou os antigos amigos da igreja e parece ter se divertido no cultinho infantil.

Na semana seguinte fomos para a casa da minha mãe em São José dos Campos onde a Nini matou saudades da prima que gosta/briga tanto e eu de jogar videogame com a minha irmã até cair de sono. E claro, mais uma vez comer gostosuras, afinal a viagem era eu e a Nini, os dois mais gulosos de casa!

Fiz então o segundo casamento, mais uma vez de um casal que acompanhei desde o começo. A noiva era uma das mais chegadas quando eu era pastor e eu até dizia que era como se ela fosse uma filha para mim, por isso foi bem emocionante vê-la se casando. Sinto-me muito privilegiado de poder ter feito o casamento de alguns de meus melhores amigos.

No domingo seguinte preguei então na IMeL de São José dos Campos e que fazia parte de uma conferência missionária que eles organizaram com a minha participação e do Pr. Carlos. Foi muito bom rever os amigos de lá também e poder agradecer a igreja, pois a IMeL SJC sempre foi bem envolvida com missões e nos apoia bastante.

Por fim viemos embora bem cansados da rotina puxada desses dias, mas o mais difícil foi despedir da família e das pessoas queridas. Passar pela alfândega com os olhos cheios de lágrimas não foi fácil não. Deus porém, na sua sabedoria e sabendo nossos limites, deu-nos a benção de virmos com os quatro lugares do centro do avião vazios só para nós dois nos dois trechos da viagem.

Agradecemos a todos que nos receberam nesse tempo e em especial aos dois casais que me convidaram para realizar os casamentos e proporcionaram esse tempo para nós.

Foi um tempo corrido mas também de reflexões, tive choques culturais reversos e algumas experiências interessantes mas que ficarão para o próximo post.

 

Brasil 2016

 

 

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Nicole

24.02.16

Postado por Rodolfo Veronese

 
Parece que foi ontem que estávamos recebendo em casa a coisinha mais fofa e bagunceira que existe e que iria virar nossas vidas de cabeça para baixo. Essa semana a Nicole já está fazendo 5 anos! Como o tempo passa rápido. E para homenageá-la escrevi esse texto e espero que um dia ela possa ler e entender todo o nosso amor por ela. Todo o processo de adoção dela foi bem diferente da Vitória mas nem por isso menos intenso, apaixonante e desafiador. Assim como no texto contando a história da Vivi, recomendamos lenços…

 

Filha,

Era uma quarta-feira comum de dezembro quando o telefone tocou e atenderíamos a ligação que mudaria nossas vidas para sempre. Era um convite para irmos na próxima sexta-feira na vara da infância conhecer o perfil de uma menina de 9 meses, você!

Mas aquele momento começou quase 3 anos antes quando demos entrada no segundo processo de adoção pois estávamos empolgadíssimos com a experiência que tivemos com a sua irmã, a Vitória.

Confesso que foram anos que eu achei que estaria preparado, afinal já tinha passado tanta coisa com a sua irmã. Eu estava enganado, o nervosismo e a ansiedade tomaram conta de mim novamente, e os velhos medos que achei ter superado davam as caras de novo. Chegamos lá e vimos suas fotos, seu histórico e novamente eu tentava me desligar emocionalmente em uma tentativa pífia e até infantil de não sofrer caso desse errado.

E então fomos no abrigo e você nos foi apresentada, uma coisinha fofa, carequinha e com olhões arregalados. Sua irmã se apaixonou na hora, sua mãe também e eu ainda resistia.

Brincamos, pegamos você no colo e decidimos que ficaríamos com você. Achamos que teríamos tempo para preparar quarto, comprar as coisas mas não, os funcionários nos disseram que se você se acostumasse conosco já tinha que ir naquele mesmo dia. Porém não tínhamos nada em casa para bebê e pedimos apenas o tempo de ir no supermercado mais próximo e comprar algumas coisas bem básicas, como fralda, leite, mamadeira e banheira… não encontramos esse último item e nos viramos com uma bacia grande e redonda mesmo. Na hora de sair do colo da mamãe e ir com a funcionário você chorou, e chorou copiosamente: se pudesse falar com certeza diria: – Não, eu quero ficar com a minha mãe, eu quero essa família!

Por providência divina, sua prima Yasmin, que você ama tanto, tinha a mesma idade e sua tia Gê nos deu várias roupinhas e um berço portátil!

De repente estávamos em casa de bebê no colo com tudo revirado e nossa vida de cabeça pra baixo. O dia da sua adoção foi menos intenso do que o da sua irmã para mim mas o que viria depois seria simplesmente inacreditável e passarei o resto dos meus dias impressionado com isso. Como sua irmã veio um pouquinho maior, havíamos pulado essa etapa da fase de bebê, e com você acabamos vivendo essa fase intensamente.

Ao longos desses 5 anos fomos conhecendo melhor você. A primeira coisa que nos impressionou foi a sua esperteza, começou a falar tão rápido que nem dava para acreditar. Falava frases complexas enquanto os amigos da mesma idade só balbuciavam palavras perdidas. Você aprende muito rápido e é muito inteligente. Faz conexões entre as coisas que são a frente da sua idade mas tem muita dificuldade de se concentrar e parece estar com a cabeça ligada a todo o vapor, e o tempo todo. Por isso desde pequena tem imensa dificuldade de dormir e é preciso cantar várias músicas e histórias para sua mente desacelerar. E quanto mais cansada, mais agitada fica.

Deve ser por isso que você é tão faladeira, seja quando está reclamando e mal-humorada ou quando está contente e nos fazendo rir sem parar. Quantas vezes tive que conter o riso em meio a uma bronca por conta de algo engraçado que você disse ou fez. Você é muito espirituosa e adora dar risada, bagunçar com os outros. Definitivamente uma menina muito divertida. Adora ajudar, seja no que for, limpar a casa, montar os móveis, lavar o carro e principalmente a cozinhar, sua paixão! E faz tudo direitinho e com bastante empenho.

Bom, desde que você não esteja sendo obrigada a fazer aquilo, por que aí a coisa muda. Se tem algo que te define bem é a palavra ˝rebelde˝. Só obecede quem conquista em você esse direito, não está nem aí para títulos, cargos ou qualquer coisa que represente uma autoridade imposta. Autoridade para você somente aqueles que a conquistaram e merecem.

Você é muito determinada no que quer, para não dizer teimosa. Decidida e firme, quando tem objetivo vai atrás e passa por cima de tudo para atingi-lo. Adora ser desafiada a fazer as coisas e no fundo detesta perder. Isso misturado à sua ansiedade e curiosidade; às vezes é até perigoso mas por outro lado você não tem medo, escala as coisas, entra nos cantinhos pega qualquer coisa do chão, sem frescuras, de vez em quando sem modos também é verdade, mas definitivamente sem frescuras. Se o assunto é comida então, a ansiedade e decisão são dobradas. Uma verdadeira formiguinha que só quer saber de doces e massas, faz tudo por um chocolate e nunca recusa uma bala.

É toda carinhosa e se comunica dando abraços e beijos e se preocupa com as pessoas mas não consegue disfarçar nem um pouco quanto não está gostando de algo ou de alguém. Você não sabe mentir, se entrega quando faz coisas erradas, o que é bom mas demonstra tudo que está sentido – o que ocasionalmente lhe causa problemas de relacionamento.

E agora vem a parte mais impressionante, pois essa seria apenas uma descrição normal de uma pessoa mas, acredite minha filha, todos esses parágrafos acima, tirando a parte de cozinhar apenas, serviriam perfeitamente para descrever a mim. Claro que você tem muitas outras características mas as nossas semelhanças são muitas, muito mais do que consigo entender ou acreditar. Confesso que sempre tive muita dificuldade de lidar com você e não entedia o porquê até um dia que a minha mãe, sua avó querida, disse a frase que montou o quebra-cabeça: “- Filho, eu nem acredito, ela é igual a você quando era criança.” Ali então eu compreendi como você conseguia me fazer ficar apaixonado e com raiva ao mesmo tempo e porque era fácil para eu entender o que você pensa e ao mesmo tempo me sentir tão frustrado.

Por isso te peço perdão, filha! Por todas as vezes em que eu não soube lidar com você porque na verdade não sei lidar comigo mesmo. Pelas vezes onde, na ânsia de que você não passasse ou sofresse o que eu já sofri, fui severo demais e te fiz sofrer. Que incoerência da minha parte e que ingenuidade, pois as dores e lutas que passei até hoje também são parte da pessoa que me tornei.

E obrigado por cada dia você me ensinar a me entender mais e me amar mais. Cada vez que eu te vejo acertar eu me valorizo mais e cada vez que te vejo errar os “meus” erros percebo que ainda tenho muito que mudar. Você é um espelho da minha alma e agora entendo porque Deus tinha reservado você para ser minha filha eu O louvo e agradeço muito por isso.

Levei anos para conseguir entender, absorver e então escrever tudo isso para você e o faço em meio a muitas lágrimas de alegria e algumas de frustração, pois gostaria de ser um pai melhor.

Minha oração e meu desejo é para que você me supere em muito em tudo e se torne alguém muito melhor do que eu sou. E apesar de todas as minhas falhas eu vou tentar o meu máximo te ajudar nessa caminhada.

Nicole, minha filha amada, você pode ter nascido da barriga de outra família mas definitivamente nasceu do meu coração.

 

nicole

 

A história da Vitória nós já contamos neste post aqui.

 

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