[Vídeo] Janeiro 2017

8.02.17

Postado por Rodolfo Veronese

 

Fizemos mais um pequeno vídeo sobre como estamos aqui que passou na IMeL Diadema no fim do mês passado. Um vídeo rápido e simples mostrando um pouco de como estamos aqui depois de 2 anos de Japão, pois como diz o ditado: uma imagem vale mais do que mil palavras.

 

vídeo 2 anos

Clique na imagem acima para assistir

P.S. Para as igrejas que nos seguem aqui no blog, fiquem a vontade para passar o vídeo se quiserem.

 

 

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Visita da IMeL Takefu

25.01.17

Postado por Rodolfo Veronese

 

Esse final de semana tivemos a visita do Pr. Carlos da IMeL Takefu, sua esposa Taeko, sua filha Satyan e também o Serginho, um dos líderes da igreja. Mesmo pegando neve na estrada em uma longa viagem, afinal são mais ou menos 540km até aqui em Chiba, eles puderam chegar bem e nos abençoar com sua presença e excelentes notícias do trabalho lá. Um tempo rápido mas muito bom de matar a saudade e colocar as conversas em dia.

 

imel takefu

 

A IMeL Takefu tem feito um trabalho social muito legal na cidade onde está localizada servindo e ajudando em hospitais, eventos culturais e da comunidade do bairro, e especialmente ajudando na integração de brasileiros residentes lá. Trabalho esse que tem sido reconhecido e elogiado pelo coordenador do bairro e até mesmo pelo prefeito. Isso não é algo que surgiu de agora, é um trabalho de longo prazo que vem sendo plantado ao longo de 7 anos de trabalho ali, onde, no início, até mesmo alugar um salão público era difícil para um grupo de estrangeiros cristãos.

Tivemos um culto muito bom, com a ajuda do Serginho no louvor e uma e palavra inspiradora do Pr. Carlos e depois um delicioso almoço com todos.

Louvamos a Deus pela presença deles e agradecemos o carinho e preocupação conosco.

 

 

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2 anos: parece que foi ontem!

18.01.17

Postado por Rodolfo Veronese

 

Parece que foi ontem que chegamos ao Japão, no entanto essa semana faz 2 anos que já estamos aqui e muita coisa mudou nesse tempo. É impossível não refletir sobre tudo que passamos, as lutas e conquistas nessa difícil tarefa de levar o Evangelho aos japoneses. E apesar de parecer que o tempo está passando mais rápido, também podemos perceber algumas mudanças significativas. Foi difícil o início da nossa adaptação aqui, e especialmente no final de 2015 estávamos nos sentindo bem pressionados e estressados.

Não saber a língua e não entender as sutilezas das diferenças culturais eram golpes diários em nossa auto-estima. Na verdade ainda não entender tudo é um grande desafio, mas estamos bem mais confiantes. Fora a nossa constante preocupação com a adaptação e bem estar das meninas. Ainda precisamos muito da ajuda dos amigos e irmãos da igreja entretanto atualmente lidamos melhor com as coisas simples do cotidiano. E, aos poucos, o emaranhado de tracinhos (kanjis) e as muitas palavras com sons parecidos da língua japonesa começam a fazer mais sentido.

2 anos

 

O Rodolfo, por exemplo, já consegue ir na oficina pedir para trocar o óleo sozinho e a Sandra já deu até uma palestra sobre o Brasil, em japonês como mostrando nesse post. Também temos conseguido romper as barreiras culturais e criar amizades com os japoneses, o que também não é tarefa fácil, pois eles são sempre bem reservados apesar de muito simpáticos e prestativos. Estamos muito contentes com os avanços de nosso projeto ainda que pareçam pequenos, pois não perdemos a perspectiva de que estamos em um dos campos missionários mais difíceis do mundo.

Nesses dois anos muitas vezes tivemos questionamentos sobre estarmos fazendo a coisa certa, porém a cada luta, cada dificuldade, vimos a mão de Deus nos guiando e cuidando de nós.

Ainda temos mais um ano nesse primeiro termo do nosso projeto e vemos algumas provas difíceis à frente. Apesar disso, temos cantado uma música em japonês aos domingos que reflete bem nosso sentimento:

共に笑い共に泣きどんな壁も乗り越えるイエスが一緒にいるから (veja o vídeo dessa música neste link).

Tomo ni warai tomo ni naki donna kabe mo nori koeru Iesu ga isshou ni iru kara

No riso ou na dor, podemos ultrapassar qualquer barreira porque Jesus está conosco!

As mensagens, carinho, apoio e oração de cada um que tem nos acompanhado até aqui sempre foram e continuam sendo essenciais. Muito obrigado por estarem conosco até aqui. Somos muito gratos a Deus por amigos e apoiadores tão fiéis a nós.

 

 

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Dízimo, ofertas e… salada de batata?

14.12.16

Postado por Rodolfo Veronese

 

Já ouviu falar de crowdfunding ou, em português, financiamento coletivo? São sites onde você apresenta seu projeto ou ideia e expõe a necessidade de recursos para que se realize e espera que as pessoas acreditem e doem dinheiro. A maioria dos projetos coloca metas e etapas conforme a quantidade de dinheiro recebida e muitos oferecem alguma vantagem aos doadores como acesso antecipado ao produto ou brindes. Outros não oferecem nada extra apenas a própria realização do projeto em si.

Alguns projetos importantes nasceram de financiamentos coletivos, como a atual tecnologia de óculos de realidade virtual que estão revolucionando o mundo dos vídeo-games; filmes que não foram aceitos inicialmente pelos estúdios mas se tornaram sucesso de crítica e projetos humanitários como alguns do Médico sem Fronteiras.

Qualquer um pode criar os projetos sobre qualquer coisa e as pessoas doam se quiserem, sem necessariamente ter garantia de retorno algum. Por isso é possível achar alguns projetos bem inusitados e outros até um pouco esquisitos. Como por exemplo o da pessoa que pediu doação para fazer sua primeira salada de batata. Sim, isso mesmo. O pedido inicial era de apenas 10 dólares mas no final ele arrecadou mais de 55.000 dólares. Não, eu não digitei errado, é isso mesmo! Pode conferir nesse link.

dízimos e ofertas

E o que isso tem a ver com o nosso projeto aqui no Japão? Bem, faz tempo que gostaria de explicar como nos sustentamos aqui e nossa postura com relação ao dinheiro. Basicamente vivemos hoje 70% de um “crowdfunding” e o restante de nossos investimentos e do trabalho freelancer da Sandra como designer. Chamo de “crowdfunding”, pois uma parte vem como salário da igreja de Diadema, que é sustentado com o dízimo e ofertas dos membros e outra parte de pessoas e amigos que doam regularmente para nós. Então é uma multidão (crowd em inglês) que nos financia e sustenta (funding).

Isso é meio óbvio para a maioria das pessoas, pois afinal sou pastor e estamos aqui como missionários enviados por uma igreja. E aqui que a coisa pega um pouco, pois sabemos que existem muitos abusos com relação a dinheiro no meio religioso, especialmente entre os evangélicos. Apesar de saber que a maioria das pessoas que nos seguem saberem da nossa idoneidade achei por bem explicar nossa postura e opinião sobre o assunto.

Pessoas e instituições pedem dinheiro como doação desde o tempos mais remotos e para as mais diversas causas, pois todos precisam de dinheiro para sobreviver, pagar contas etc. E não precisa ser uma instituição religiosa, até mesmo a ATEA (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos) pede e recebe doações. A questão para nós está como esse dinheiro é solicitado. Quando há transparência e integridade não há problema algum, mas quando existe promessas infundadas e, principalmente, constrangimento e coação, a situação se torna bem ruim.

Sempre tivemos por princípio deixar tudo sempre claro com relação a esse assunto e nunca coagir ninguém a doar nada. Mesmo quando ainda exercia o pastorado em Diadema, sempre disse a todos os membros que eles deveriam dar o dízimo e ofertas se quisessem e que não estávamos prometendo absolutamente nada em troca, além de transparência e o melhor uso do dinheiro nas atividades da igreja. Por isso também não acho errado receber um salário da igreja como pastor, visto que esse então era o meu trabalho e o sustento da minha família. Meu tempo de trabalho então era totalmente dedicado à igreja. Se em algum momento a igreja dissesse ou não quisesse mais me pagar eu não teria problemas em arrumar outro trabalho mas meu tempo de dedicação ao ministério seria menor. Eu porém entendia que meu trabalho como pastor era adequado para justificar que aquelas pessoas me pagassem para dedicar esse tempo exclusivo a elas ao invés de trabalhar em outro lugar.

E com esses mesmos princípios que viemos para cá, crendo que nosso projeto e nossas propostas eram apropriados o suficiente para que as pessoas que acreditam em nós doassem seu dinheiro para isso. Nunca prometemos, nem prometeremos nada além de transparência e dedicação da nossa parte em nossa missão. Ninguém vai comprar nenhum centímetro do céu nos doando dinheiro. Entendemos que se um cara pode pedir dinheiro para fazer sua própria salada de batatas não existe problema em nós também vivermos de doação desde que sejamos honestos com isso. Doa quem quer e quem acredita que vale a pena investir em nós.

Existem pessoas que nos ajudam e nem sabemos quem é, outros que são amigos de longa data. Alguns que doam bastante, outros bem pouco, alguns constantemente, outros pontualmente, a todos tratamos igualmente e somos eternamente gratos. Em meio a crise que se estabeleceu no Brasil, sabemos o quanto é difícil para as pessoas continuarem doando e continuarmos com nosso sustento tem sido uma prova de amor de todos para conosco. Fica aqui registrado o nosso muito obrigado.

Temos também amigos que não doam nada e nem por isso deixam de ser nossos amigos e nossa consideração por eles não muda nem um pouco. Em nossa vida como família, já ajudamos no sustento de missionários e projetos e hoje nós que somos sustentados dessa maneira.

Se quiser nos ajudar financeiramente ficaremos muito gratos mas não prometemos nenhuma benção a mais, ou que Deus vai devolver em dobro etc. E se não quiser nos ajudar financeiramente e orar por nós também ficaremos muito gratos  por se lembrar de nós e nos apoiar.

Que Deus os abençoe sempre e nunca lhes deixe faltar nada do que é necessário, como Ele tem feito diariamente conosco.

 

 

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Viagem a Fukushima

23.11.16

Postado por Rodolfo Veronese

 

Há muitos anos atrás, a nossa igreja aqui em Chiba havia sido abençoada com a presença de um casal temente a Deus e muito ativo. Alguns anos antes sentiram o chamado de Deus para servir no Paraguai e foram os primeiros missionários enviados por Chiba. Koki e Mari Nowada serviram por 10 anos em Assunção e então retornaram em 2015 para o Japão e ficaram novamente um tempo conosco, abençoando nossa igreja. Mas o chamado de Deus e a vontade de servir em campos pioneiros os levaram novamente para desbravar novas terras. Fukushima era o novo alvo e nós mais uma vez tivemos o privilégio de apoiar e enviá-los. Decidimos então ir visitá-los como igreja e organizamos uma viagem com alguns dos membros. Nossa primeira viagem missionária como igreja e esperamos que seja a primeira de muitas.

Chegamos sábado à noite e dormimos em uma pousada típica japonesa, muito bonita e aconchegante. Depois visitamos a igreja que o casal Nowada tem frequentado e tivemos um tempo muito bom com eles. Uma igreja bem aberta e que tem feito um belo trabalho onde está localizada. Cantamos uma música em português e em japonês no culto e depois tivemos um delicioso almoço juntos.

fukushima

À tarde pudemos conhecer um pouco mais a região e ver os pomares de maçã e comprar algumas para experimentar. Confesso que foi a primeira vez que vi uma macieira de verdade, assim carregada de maçãs.

Tivemos um tempo muito bom com o casal, conversamos um pouco dos planos deles e oramos por eles. Foi um tempo rápido mas muito divertido e abençoado. E agora que aprendemos o caminho, esperamos voltar mais vezes.

Ontem, dois dias depois que voltamos, ocorreu um forte terremoto no litoral de Fukushima que gerou alertas de tsunamis, mas graças a Deus está tudo bem e não houve fatalidades dessa vez. Porém é impossível não reacender o medo ainda latente da catástrofe que abateu a mesma região 5 anos atrás. Ainda há a possibilidade de mais tremores fortes na região. Por isso pedimos que orem continuamente pelo Japão e seu povo.

 

 

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