As redes sociais

11.11.15

Postado por Rodolfo Veronese

 

As redes sociais invadiram nosso cotidiano e por mais que tentemos resistir, elas estão por toda parte. Nem sempre tudo que se vê nos posts e fotos é a realidade por completo. E essa é uma grande armadilha, pois corre-se o risco de se deixar levar pela vida ˝perfeita˝ dos outros e se deprimir com a própria e muitas vezes cruel realidade, ainda que nas fotos e posts também mostre ter uma vida perfeita. Recentemente tivemos um caso de uma adolescente australiana (link) que possuía perfis com muitos seguidores e que se cansou da vida de mentira que ela vivia e mostrava nas redes, resolvendo denunciar sua própria hipocrisia e falsidade.

Apesar disso, as redes sociais não são ruins em si mesmas, afinal é responsabilidade pessoal o seu uso e interpretação. Nós usamos bastante as redes sociais e entendemos que é um excelente meio para nos comunicar com aqueles que apoiam nossa missão e para matar um pouco da saudade dos amigos e familiares. Contudo queremos deixar aqui nosso registro de que o que aparece em nossas mídias sociais não é 100% do nosso cotidiano. Não queremos que se crie uma imagem de que somos perfeitos ou não temos problemas, pelo contrário, somos normais assim como todo mundo. Temos briga de casal, dias de mau humor, de desobediência das filhas, de briga de irmãs, de pais irritados descontando nos filhos, de preguiça entre outros momentos não tão agradáveis, apenas não postamos isso.

Deixaremos abaixo nossas redes sociais, siga-nos e acompanhe, mas com essa consciência de que é só uma parte da nossa vida, e que somos normais assim como você!

 

redes sociais

 

Rodolfo

Facebook – www.facebook.com/rodolfo.veronese
Twitter – @Rodolfoveronese
Snapchat – rodolfojv76
Instagram – www.instagram.com/rodolfoveronese

 

Sandra

Facebook – www.facebook.com/sandrahveronese
Twitter – @sandrahv
Pinterest – www.pinterest.com/sandrahveronese
Snapchat – sandrahveronese
Instagram – www.instagram.com/sandrahv

 

 

compartilhe Share on FacebookTweet about this on TwitterEmail to someone
comente 2

Vamos ao médico… em japonês

10.06.15

Postado por Rodolfo Veronese

 

Alguns momentos tem sido difíceis por não sabermos bem o japonês, o que é normal nesse processo de morar em outro país, mas semana passada tivemos a prova máxima: ir ao médico!

Já tínhamos ido ao hospital em uma consulta de rotina da Vitória (contaremos em outro post) mas, como estava programada, conseguimos que a Tiemi fosse conosco para fazer a tradução.

Semana passada a Vitória começou a ter febre e reclamar de dor de garganta, algo que acontecia também no Brasil. E decidimos levá-la ao médico, pois pelas experiências anteriores sabíamos que só antibiótico resolveria. Como foi algo inesperado, não tínhamos ninguém para ir conosco para fazer a tradução.

Apesar da dica de que em uma clínica aqui perto havia um médico que falava um pouco português, preparamos os aplicativos, o dicionário e a coragem e fomos lá, pois não sabíamos se esse médico estaria nesse dia. Ao chegar, tivemos que preencher um formulário todo em japonês com perguntas sobre doenças anteriores, etc. mas deu tudo certo, graças a Deus e ao Google Translator com sua capacidade de fotografar e traduzir os kanjis. Fizemos o pré-atendimento que foi tranquilo porque eram perguntas mais simples que Rodolfo sabe responder.

Pouco tempo depois fomos atendidos, falamos em japonês e o médico perguntou: – どの国?(De que país vocês são?) – ブラジル (Brasil) – respondemos! E então ele disse: “- Ah Brasileiros! Muito prazer, eu falo um pouco de português!” E o resto da consulta inteira foi em português, carregado no sotaque mas bem compreensível. Ufa, foi um alívio e tanto.

Na hora de pagar a consulta, primeira surpresa: não pagamos nada! Isso mesmo, a consulta é toda coberta pelo seguro de saúde público e depois fomos à farmácia e esperávamos aquela facada habitual do antibiótico e de novo não tivemos que pagar nada. Acredite se quiser! Normalmente a farmácia fica logo ao lado e eles entregam a dosagem exata que o paciente irá utilizar no tratamento. Nem mais, nem menos.

Sim, nós pagamos um seguro saúde do governo, mas ele não chega nem perto do valor que pagamos no plano de saúde particular no Brasil e nos dois casos que precisamos tivemos tudo “de graça” sem ter que pagar a mais por nada, nem ficar solicitando o tão trabalhoso reembolso. Como é satisfatório ver que nosso dinheiro pago aos cofres públicos aqui volta para nós quando precisamos. Esperamos e ainda acreditamos que um dia o Brasil seja assim também.

A Vitória melhorou e já foi na piscina da escola essa semana. Estar com o filho doente é algo que deixa qualquer pai apreensivo, sendo tudo em outra língua pior ainda, mas como é bom ter Deus e os amigos ao lado para nos ajudar nessas horas. Queremos aproveitar para deixar nossa mais profunda gratidão à Ruth, Tiemi e Jefferson que estão sempre dispostos a nos ajudar nas traduções!

Vivi bem de saúde

compartilhe Share on FacebookTweet about this on TwitterEmail to someone
comente 4

Tremeu!

3.06.15

Postado por Rodolfo Veronese

 

Nesse último sábado (30/05), o Japão foi atingido por um forte terremoto que pela primeira vez foi sentido, em intensidades diferentes, em todo o país. Foi um terremoto bem incomum, e escrever isso quer dizer que os terremotos aqui são comuns o suficiente para chamarmos esse de diferente! Aconteceu no oceano a uma profundidade de quase 700 quilômetros e foi de 8.1 na escala Richter que vai até o máximo de 9, ou seja, foi bem forte. Para se ter uma ideia, o terremoto de 2011 foi de 8.6. Apesar do epicentro ter sido no oceano não gerou tsunami como em 2011. Apesar de toda a força, não aconteceu nada em todo o Japão além da horrível sensação de tudo balançando, bem diferente do Nepal que recentemente foi arrasado por um tremor de igual magnitude. O Japão tem uma escala própria para os terremotos, diferente da conhecida escala Richter. Clique nesse link para saber mais sobre a escala japonesa.

Nesse tremor mais recente, o Rodolfo estava em Takefu, onde o tremor quase não foi sentido. Já a Sandra estava em casa com as meninas onde o tremor foi bem forte. E apesar de já termos sentido outros tremores antes (sim, eles são comuns) esse foi bem longo e portanto mais assustador. Mas foi apenas o susto, todos ficaram bem e nada caiu das prateleiras e estantes. O fato do Rodolfo estar do outro lado do Japão gerou certa apreensão em ambos, mas depois de nos falarmos ficamos tranquilos.

O Japão todo é muito bem preparado para os terremotos. As edificações são feitas com materiais e tecnologia para suportar fortes tremores. As escolas ensinam e fazem treinamentos constantes com os alunos para saber como agir no caso de catástrofes. Inclusive semana que vem teremos uma simulação tanto na escola da Vitória como da Nicole de como devemos proceder para pegá-las em caso de terremoto.

terremoto

É possível achar em várias lojas produtos e kits próprios para catástrofes, tal como comida enlatada, cobertores térmicos, lanternas e até rádios que funcionam sem pilha. Tem até um arroz que pode ser preparado e esquentado usando apenas água, no mesmo sistema usado pelas refeições dos soldados de hoje. Já estávamos planejando deixar nosso kit pronto e o tremor acelerou nossos planos. Compramos uma bolsa onde deixamos além dos itens citados acima, água, documentos e algum dinheiro. O legal é que ninguém acha que você está exagerando por se prevenir assim, na verdade estranho por aqui é não ter isso!

Por isso, quando ouvirem de tremores aqui fiquem tranquilos, se tivermos que passar por um terremoto, o Japão é, sem dúvida, o melhor lugar para se estar.

compartilhe Share on FacebookTweet about this on TwitterEmail to someone
comente 0

Chegamos no Japão!

19.01.15

Postado por Rodolfo Veronese

 

Antes de mais nada, pedimos desculpas pela falta do post da semana passada. Em meio a toda correria dos preparativos, foi impossível escrevê-lo porque na terça à noite, nosso horário costumeiro de postar, estávamos em algum lugar sobre a Arábia Saudita.

No post passado (veja aqui), dissemos que na melhor das previsões nosso visto sairia no dia da viagem, mas tivemos complicações e tudo indicava que teríamos que adiar a viagem. Mas no fim estávamos com o visto na sexta-feira, 3 dias antes do previsto!

Com toda a documentação pronta, concentramo-nos em arrumar as malas e preparar para a ida. Estávamos focados para não esquecer nada, mas nem por isso a despedida dos familiares e amigos estava sendo fácil. Cada abraço e cada mensagem foram de muita importância como apoio para nós nesse momento difícil.

despedida1

Agradecemos a todos que puderam ir se despedir de nós no aeroporto, ganhamos abraços, bichos de pelúcia, álbum de fotos, e quem diria até uma música composta pelo nosso amigo Luca. Com todo esse carinho foi um pouco menos triste se despedir.

Confesso que, após passar toda a burocracia da alfândega e ao chegar no portão de embarque, desatei a chorar em um misto de alegria e tristeza, saudade e confiança em Deus.

despedida2

Fizemos uma boa viagem, sem enjôos, sem dores e sem botões de emergência apertados! As meninas se comportaram bem e tivemos um tempo divertido e relaxante no aeroporto de Doha.

Chegamos no aeroporto de Haneda em Tóquio onde fomos recebidos pelo Edson e Ruth que estão nos hospedando. Cansados mas felizes por estarmos iniciando a maior aventura de nossas vidas. E o mais legal é que já saímos do aeroporto com nossos cartões de identidade do Japão feitos!

chegada_haneda

Essa semana estamos fazendo o registro na Prefeitura, Seguro Saúde, conta bancária etc., o que nos fez perceber que burocracia é chato e demorado em qualquer país do mundo.

E também já estamos vendo algumas casas. Nos próximos posts iremos informar melhor esses andamentos.

A ficha está caindo aos poucos pois a sensação ainda é parecida com a do ano passado, acho que quando nos mudarmos ela cai de vez!

Mais uma vez obrigado pelo apoio e orações. E nosso mais profundo agradecimento e louvor a Deus pois Ele tem honrado cada momento da nossa decisão de obedecê-lo!

compartilhe Share on FacebookTweet about this on TwitterEmail to someone
comente 4

Nem tudo são sakuras

16.09.14

Postado por Rodolfo Veronese

 

Quem tem nos acompanhado, seja pessoalmente ou aqui pelo blog, sabe o quanto estamos animados e empolgados com o projeto, ainda mais faltando poucos meses para partirmos.
Apesar desses sentimentos serem verdadeiros, nem tudo são sakuras ou… flores! Como pessoas normais temos nossos medos e preocupações. O Japão é um país maravilhoso, cheio de cultura, tecnologia e história mas também tem seus problemas e, mesmo que não se leve isso em consideração, o simples fato de sairmos da zona de conforto é algo mais difícil do que muitas vezes imaginamos.

De todas as preocupações, talvez a maior delas seja a adaptação da Vitória e da Nicole. Apesar de saber que crianças são pequenas “esponjas” e absorvem tudo e que muito provavelmente elas sentirão menos essa mudança, é difícil para nós como pais sabermos do possível sofrimento dos filhos. E olha que nós procuramos não sermos muito moles na educação delas e sabemos que alguns sofrimentos fazem parte da vida e ajudam a crescer e amadurecer. Mesmo assim, ficamos com a “pulga atrás da orelha”: como será na escola? Será que aprenderão o japonês logo? Será que sofrerão bullying? Será que a escola infantil vai ter estrutura forte o suficiente e não ser destruída pela Ninizilla… digo, Nicole? Será que elas perderão o português depois de um tempo?  A maioria das respostas a essas perguntas tem uma probabilidade maior para o lado bom, mas a parte que pode ser ruim deixa qualquer pai e mãe preocupados.

Nem tudo são sakuras

Temos nos esforçado em conversar bastante com elas sobre tudo isso, sobre a mudança e deixando espaço para que possam falar sobre o que sentem.
Outro dia conversando com a Vitória, comentei que tinha um pouco de medo de ir para o Japão. Ela então me disse: – Eu também, pai. – E do que você tem medo, filha?, perguntei. – Dos amigos não conversarem comigo, respondeu. Fiquei meio sem resposta e quieto e então ela completou: – Mas temos que nos esforçar, né? Se por um lado fiquei com o coração apertado pela preocupação dela, por outro achei ótimo que ela se sentiu à vontade para falar do seus sentimentos. Acreditamos que esse seja o segredo, além da nossa confiança em Deus, é claro, para vencermos juntos como família qualquer dificuldade que venhamos a ter.

compartilhe Share on FacebookTweet about this on TwitterEmail to someone
comente 6

DESIGN: Sandra H. V. • programação: webonfocus