[Vídeo] Sem hesitação

15.12.17

Postado por Rodolfo Veronese

 

Quem nunca ganhou um presente inesperado e especial, daqueles que se guarda para sempre? Pois assim foi o presente que ganhamos na noite em que estávamos embarcando para o Japão. Em meio às despedidas e conversas no hall do aeroporto, nosso amigo Luis Carlos apareceu de violão na mão, dizendo: ˝Tenho uma coisa aqui para vocês!˝ E começa a tocar um música que contava nossa história. Nem é preciso dizer que entre as lágrimas das despedidas, vieram muitas de emoção e gratidão por algo tão precioso.

Bom, chamá-lo de amigo não condiz com a realidade, pois ele e sua esposa são daquelas pessoas que a Bíblia chama de “amigos mais chegados do que irmãos”. E também chamá-lo de Luis Carlos, ou o Gouveia como é conhecido onde trabalha, também é estranho, afinal ele sempre será o Luca para nós, ou o Malhaço, como nos chamamos desde nossa viagem juntos para o Timor Leste em 2004 (link do post). Nós nos conhecemos até muito antes disso, e acompanhamos o começo de suas composições e músicas desde quando eram gravadas em fitas cassetes com um gravador no meio da sala e passadas para os amigos – sim, estamos ficando velhos! Inspirado por histórias de amigos e fatos que o cercavam, suas músicas sempre nos animavam e falavam muito ao coração. Confesso que sempre pensei se algum dia alguma história minha inspiraria uma música dele e esse dia chegou… E apenas alguém que nos conhece há tanto tempo, tão bem e com tanto talento para poder captar a essência da nossa história e transformar em uma música tão legal.

Realmente, se quem me criou, quem faz bater o meu coração me encontrasse lá na década de 80 no elevador do prédio que eu morava no Rio de Janeiro para me dizer que um dia eu estaria casado com uma japonesa linda e com duas filhas maravilhosas e no Japão, eu provavelmente ia rir, tamanha seria a loucura daquilo. E para a Sandra seria o mesmo, quando vivia andando de bicicleta pelas ruas do Jorda em São Bernardo, pois apesar de ser descendente de japoneses nunca, mas nunca mesmo sonhou em vir para a terra de seus antepassados e cá hoje estamos.

E, de todas as lutas que já tivemos, não ter tido filhos biológicos foi uma das mais difíceis, mas também a que nos rendeu nossas maiores bençãos, Vitória e Nicole. Depois delas realmente a vida mudou, eu pirei, a Sandra surtou, vizinho brigou mas nos tornamos muito mais completos.

Estar no Japão tem sido outro desafio e tanto, e nos momentos difíceis essa música tem nos feito lembrar de que aquele que inspirou essa canção está conosco sempre e lá na frente essa história ainda daria outra música. Talvez agora em japonês!

Quero deixar aqui também meu agradecimento à EDP que tem sido um empresa que aprendemos a admirar por sua postura e valores, e não só agora mas desde quando nos apoiaram indiretamente quando fomos, juntos com o Luis Carlos ao Timor Leste em uma missão humanitária. Na época a empresa ficou sabendo e divulgou nosso projeto até mesmo fechando uma sala de cinema para exibir aos funcionários e convidados o filme ˝Timor Lorosae – O Massacre que o Mundo Não Viu˝ da Lucélia Santos, inclusive com a presença dela no evento. Ficamos felizes porque de alguma forma nossa história, apesar se sermos pessoas comum, pôde inspirar os valores da empresa.

A música reflete muito daquilo que somos e do que acreditamos e seremos eternamente gratos ao nosso amigo-irmão por esse presente tão especial.

Só preciso corrigir uma coisa na letra, lá diz que eu era Flamengo, o que não é verdade pois eu não era Flamengo… eu ainda SOU!

Dá um play clicando abaixo e logo em seguida está a letra completa da música.

 

vídeo 2 anos

Clique na imagem acima para assistir

 

Sem Hesitação – Luis Carlos Gouveia Pereira

Rodolfo era Flamengo e estava lá
Deitado lá na praia do Leblon
Curtindo com os amigos o luar
Melhor lugar no mundo não há não

A Sandra tá na sala de jantar
Pensando qual seria a profissão
Que lhe traria grana mas também
Satisfaria sua vocação

Se quem te criou
Quem faz bater seu coração
Te encontrasse dentro do elevador
Pra te dizer o que vai acontecer quando crescer
Provavelmente você não ia acreditar

Mas Rodolfo teve que sair de lá
Irada foi a sua reação
Perdeu seus amigos no luar
Ganhou dor de cabeça e solidão

A Sandra focou, se preparou, se planejou
Se organizou, se antecipou, não hesitou
Porque sabia no que iria trabalhar

Rodolfo pensou, logo cansou, game jogou
Desanimou, seu pai entrou para ajudar, ele aceitou
Porque sabia que seria um vencedor
Porque sabia que seria um vencedor
Ele sabia que seria um vencedor

Rodolfo e Sandra foram se encontrar
Numa cidade longe do Leblon
E o luar Rodolfo perdoou
Pois Sandra seu pedido aceitou

Depois de muitos anos namorar
Casaram pois se amavam muito então
Quiseram a família aumentar
Mas a resposta do Alto foi não

Se quem me criou
Quem faz bater meu coração
Me encontrasse dentro do elevador
Para entender quanto essa dor me machucou
Provavelmente ele iria me escutar

Mas Deus mostrou que tudo pode dar
É só olhar com muita atenção
Foi quando decidiram adotar
Duas princesas que amam de paixão

A Sandra surtou, Rodolfo pirou, a noite acabou
Olheira aumentou, vizinho brigou, a vida mudou
Mas não perderam a alegria no olhar
E vão se mudar para o Japão
E vai com vocês nessa missão
Quem me inspirou essa canção
Então presta atenção
Olha para frente e siga sem hesitação

Rodolfo e Sandra, história de superação

Olha para frente e siga sem hesitação

Se quem te criou
Quem faz bater seu coração
Te encontrasse dentro do elevador
Pra te dizer o que vai acontecer quando crescer
Provavelmente você não ia acreditar

 

 

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[É melhor no Brasil] Sistema Bancário

27.09.17

Postado por Rodolfo Veronese

 

Mais um vez, sabemos que esse post poderá causar algum tipo de polêmica, contudo queremos continuar nossa série sobre coisas que achamos melhor no Brasil do que no Japão, pois acreditamos que é mais saudável ter uma visão equilibrada sobre as coisas, sabendo reconhecer qualidades e defeitos em tudo ao nosso redor.

E uma dessas coisas é sem dúvida o sistema bancário. Apesar de termos convivido a maior parte da nossa vida com as dificuldades inerentes aos bancos no Brasil e com as taxas por vezes absurdas, foi um choque ao chegarmos aqui no Japão e nos depararmos com sistema e esquemas bancários bem ultrapassados se comparados com os do Brasil.

Apesar de toda a tecnologia do Japão, os bancos japoneses dão a impressão de terem parado nos anos 80 e 90! Para se ter uma ideia, para sabermos o extrato de nossa conta temos que ir até um caixa eletrônico e pedir para que seja impresso em uma caderneta! Quem é mais vivido como nós vai se lembrar das antigas cadernetas de poupança onde vinham impressos os valores e rendimentos. Pois bem é algo bem parecido com isso em pleno ano de 2017!

melhor brasil banco

Nos caixas eletrônicos é possível realizar as operações básicas de transferência, checar saldo etc. Já o extrato como falamos é só impresso na caderneta mesmo, pelo menos nos bancos que usamos aqui, sendo um deles o tradicional e gigantesco Japan Post Bank, o banco dos correios.

Sabemos que é possível acessar alguns bancos pela internet aqui, porém os sistemas e sites estão muito atrás do Brasil. E só agora temos visto propagandas de alguns bancos falando sobre acesso em celulares e outras plataformas móveis, como se fosse uma novidade.

Alguns amigos japoneses se espantaram em saber que nós acessávamos e controlamos tudo das nossas contas pelo celular mesmo estando no outro lado do mundo. Íamos somente ao caixa para sacar dinheiro, que ainda não é possível fazer virtualmente.

Também não é comum se usar o cartão do banco como cartão para pagamento em débito. Isso com certeza se deve ao fato do Japão ser um país muito seguro onde ainda se usa muito mais dinheiro vivo do que pagamentos eletrônicos. Com certeza a falta de segurança no Brasil impulsionou os bancos a criarem sistemas mais seguros e modernos para que não seja necessário andar com dinheiro vivo. Aqui não é incomum ver pessoas sacando o valor do salário inteiro e levando consigo. Algo inimaginável para nós brasileiros.

O atendimento nas agências segue o padrão japonês de muita educação e prestatividade, e sentimos falta daquele contato mais humano que temos às vezes com gerentes no Brasil, no entanto isso é uma questão mais cultural mesmo.

Um ponto super positivo é que não há taxas mensais e você paga somente por cada serviço que usar. Se não fizer nenhuma transferência ou saque em horários especiais, a princípio, não paga nada ao banco para deixar seu dinheiro lá.

Lembrando que essa é a nossa experiência como estrangeiros vivendo como classe média aqui. Talvez existam outros bancos e sistemas mais modernos porém de alguma forma não tivemos acesso. Porém conversando com pessoas que moram em outros países descobrimos que, de forma geral, o sistema bancário brasileiro é mesmo um dos mais modernos do mundo apesar das suas taxas muitas vezes abusivas.

 

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Tá chegando a hora…

23.08.17

Postado por Sandra

 

Já estamos há mais de um mês no Brasil e a apenas uma semana de voltarmos ao Japão, parece muito tempo mas não é. E percebemos isso quando nos damos conta não encontramos metade dos amigos que gostaríamos e nem fizemos tudo que planejamos.

Apesar disso, nosso tempo aqui no Brasil foi muito bom e proveitoso. Revimos a família, que é a parte da saudade que dói mais forte, passeamos juntos, resolvemos pepinos e deu até para dar uma ou outra briguinha. Fomos em muitos médicos, muitos mesmo, pois como dissemos nesse post a medicina do Japão deixa um pouco a desejar e aproveitamos para fazer todos os exames que podíamos. Visitamos muitas igrejas, revendo irmãos queridos e mostrando um pouco do nosso ministério no Japão e nossos planos futuros. Comemos muitos churrascos, pães franceses e requeijão sempre acompanhados de excelentes companhias. Também tivemos que correr atrás de burocracias de documentos, que já é chata estando no Brasil, imagine do outro lado do mundo. É até um pouco engraçado quando alguém pergunta se estamos de férias aqui esse tempo, com tanta coisa pra resolver.

Vamos embora com a sensação que ficou faltando muita gente para encontrar e coisas para fazer, entretanto com a certeza que valeu a pena cada minuto aqui. Pedimos nossas sinceras desculpas àqueles que não pudemos encontrar e agradecemos desde já a compreensão com nosso tempo corrido.

Estar de volta nesse tempo nos fez entender mais o que Deus quer de nós no Japão e renovou nossa determinação e vontade. Muito obrigado a todos que nos encorajaram e que continuam sempre a nos apoiar, seja aqui no Brasil ou mesmo lá no Japão.

 

tá chegando a hora

 

 

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Como é estar de volta

26.07.17

Postado por Sandra

 

Finalmente no Brasil!

Estar de volta, depois de 2 anos e meio morando no Japão, é uma alegria imensa. Principalmente reencontrar aqueles que fazem parte da nossa vida: nossa família, amigos e a igreja que tem nos apoiado todo esse tempo, a IMeL Diadema. O Rodolfo e a Nicole vieram ano passado, como foi falado neste post. Mas para a Sandra e a Vitória é a primeira vez.

Ainda estou assimilando o misto de todos os sentimentos: alegria, ansiedade, euforia, pois chegamos há menos de uma semana aqui no Brasil. Mas uma coisa já matamos a vontade: comer o pão francês fresquinho com requeijão e mortadela e muitas frutas. E muitas coisas gostosas já comemos apesar de tão pouco tempo!

Se de um lado parece que nunca saí do Brasil (algumas ruas, prédios, pessoas estão exatamente como há 2 anos e meio atrás), por outro lado, tem algumas coisas novas que ainda estou me familiarizando.

O mais recompensador, até agora, foi o reencontro com nossa família e conhecer minha sobrinha. Fui encontrá-la na sua festinha de 2 anos, e ela ficou um pouco tímida ao me ver. Mas no dia seguinte nos encontramos novamente e também no outro dia e já parecia que éramos como velhas conhecidas na sua longa vida de dois anos. E os abraços dos amigos nesses reencontros têm aquecido grandemente nossos corações.

Sempre dizemos que a vida no Japão é muito solitária e sentimos muito falta desse calor humano. E iremos aproveitar isso nesse tempo que estivermos por aqui.

 

Brasil - como é estar de volta

 

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Contagem regressiva!

12.07.17

Postado por Sandra

 

De todas as dificuldades que passamos aqui no Japão, talvez a mais difícil tenha sido a saudade da família e dos amigos. Apesar de termos recebido algumas pessoas aqui em casa, e do Rodolfo e a Nicole terem ido ano passado ao Brasil, como família são quase 3 anos longe de pessoas que são muito importantes para nós. Finalmente chegou o momento de acabarmos com essa saudade, bom, pelo menos por um período.

Sim, estamos indo ao Brasil e dessa vez com a família toda! Era algo que já estava programado em nosso planejamento do projeto e estamos muito contentes e ansiosos de poder rever nossa família, amigos e nossa nação. Ficaremos durante o período de férias escolares das meninas aqui no Japão, que vai dar uns 40 dias. Gostaríamos de poder ficar mais, no entanto não podemos prejudicar o estudo delas, que recomeça em setembro.

Parece muito tempo mas, para fazermos tudo e revermos todo mundo é muito pouco, já estamos com a agenda praticamente lotada e infelizmente não conseguiremos encontrar todos que gostaríamos.

E como nosso blog é público, por razões de segurança não estaremos divulgando as datas exatas abertamente aqui. Caso queira nos perguntar algo por mensagem privada, fique à vontade. Agradecemos a compreensão!

Mais um pouco e poderemos matar a saudade de tantas pessoas e coisas (especialmente comidas) que amamos e que ficaram no Brasil. Uhuuu!!

contagem regressiva

 

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