Como é estar de volta

26.07.17

Postado por Sandra

 

Finalmente no Brasil!

Estar de volta, depois de 2 anos e meio morando no Japão, é uma alegria imensa. Principalmente reencontrar aqueles que fazem parte da nossa vida: nossa família, amigos e a igreja que tem nos apoiado todo esse tempo, a IMeL Diadema. O Rodolfo e a Nicole vieram ano passado, como foi falado neste post. Mas para a Sandra e a Vitória é a primeira vez.

Ainda estou assimilando o misto de todos os sentimentos: alegria, ansiedade, euforia, pois chegamos há menos de uma semana aqui no Brasil. Mas uma coisa já matamos a vontade: comer o pão francês fresquinho com requeijão e mortadela e muitas frutas. E muitas coisas gostosas já comemos apesar de tão pouco tempo!

Se de um lado parece que nunca saí do Brasil (algumas ruas, prédios, pessoas estão exatamente como há 2 anos e meio atrás), por outro lado, tem algumas coisas novas que ainda estou me familiarizando.

O mais recompensador, até agora, foi o reencontro com nossa família e conhecer minha sobrinha. Fui encontrá-la na sua festinha de 2 anos, e ela ficou um pouco tímida ao me ver. Mas no dia seguinte nos encontramos novamente e também no outro dia e já parecia que éramos como velhas conhecidas na sua longa vida de dois anos. E os abraços dos amigos nesses reencontros têm aquecido grandemente nossos corações.

Sempre dizemos que a vida no Japão é muito solitária e sentimos muito falta desse calor humano. E iremos aproveitar isso nesse tempo que estivermos por aqui.

 

Brasil - como é estar de volta

 

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Contagem regressiva!

12.07.17

Postado por Sandra

 

De todas as dificuldades que passamos aqui no Japão, talvez a mais difícil tenha sido a saudade da família e dos amigos. Apesar de termos recebido algumas pessoas aqui em casa, e do Rodolfo e a Nicole terem ido ano passado ao Brasil, como família são quase 3 anos longe de pessoas que são muito importantes para nós. Finalmente chegou o momento de acabarmos com essa saudade, bom, pelo menos por um período.

Sim, estamos indo ao Brasil e dessa vez com a família toda! Era algo que já estava programado em nosso planejamento do projeto e estamos muito contentes e ansiosos de poder rever nossa família, amigos e nossa nação. Ficaremos durante o período de férias escolares das meninas aqui no Japão, que vai dar uns 40 dias. Gostaríamos de poder ficar mais, no entanto não podemos prejudicar o estudo delas, que recomeça em setembro.

Parece muito tempo mas, para fazermos tudo e revermos todo mundo é muito pouco, já estamos com a agenda praticamente lotada e infelizmente não conseguiremos encontrar todos que gostaríamos.

E como nosso blog é público, por razões de segurança não estaremos divulgando as datas exatas abertamente aqui. Caso queira nos perguntar algo por mensagem privada, fique à vontade. Agradecemos a compreensão!

Mais um pouco e poderemos matar a saudade de tantas pessoas e coisas (especialmente comidas) que amamos e que ficaram no Brasil. Uhuuu!!

contagem regressiva

 

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Não escolhi o nome das minhas filhas

31.05.17

Postado por Sandra

 

Desde quando eu e o Rodolfo namorávamos, eu já tinha em mente quais nomes gostaria de colocar nos meus filhos! Namoramos por muito tempo (7 anos!), então ficávamos imaginando como seriam os rostinhos dos nossos filhos mestiços. Acho que todo casal sonha com os seus futuros filhos e os nomes que mais gostam, não é mesmo?

Da minha parte, o baque quando não conseguimos ter filhos e que o tratamento tão caro não tinha dado certo foi um pouco diferente dos sentimentos que o Rodolfo escreveu no post sobre a adoção da Vitória (link). Com toda certeza foi um desgaste emocional e toda vez que eu lembro bate aquela mistura de sentimentos confusos. Mas no fundo, o que eu gostaria mesmo, mais do que engravidar, poder gerar meus próprios filhos e/ou amamentar, seria formar uma família, educar uma criança, deixar um legado para ela. E isso eu conseguiria sim através da adoção. Para mim essa conclusão chegou naturalmente e já ficava sonhando com essa nova possibilidade.

não escolhi o nome das minhas filhas

A chegada da Vitória não poderia ser no melhor momento. Eu me sentia mais madura, com a certeza do que estávamos fazendo e com muita vontade de ver nossa família crescer. Ela já veio com 2 anos e 9 meses, e pulamos aquela fase de bebê pequeno, mas mesmo assim tudo foi muito mágico e precioso. Claro que esses momentos mágicos não excluíram momentos de manha máxima que foram necessários disciplina, tirada de fralda que resultaram em muitos xixis no chão, horas das refeições que duraram uma hora ou mais. Eu sabia que isso fazia parte do processo. E o nome? Deus não poderia ter nos dado a ˝Vitória˝ mais certa, tinha tudo a ver com a nossa história e, convenhamos, é um nome lindo. Ponto para Ele!

E passados exatos 2 anos e 9 meses após a adoção da Vivi, qual o bebê de 9 meses chega aos nossos cuidados? Sim, a Nicolete, Ninizilla ou simplesmente a nossa Nini. Veio como um furacão nas nossas vidas, pois além de ser uma bebê muito esperta e inteligente, era (e é) ativa como nunca. A Nicole veio confirmar que os caçulas são os mais danados (me incluo nessa descrição) e quer fazer tudo conforme a irmã mais velha, apesar de quase 5 anos de diferença. Talvez se tivesse vindo primeiro seria muito provável que seria filha única… Voltando ao nome: Nicole, outro nome lindo. Ponto para Deus novamente!

Sempre falo para a Vitória e a Nicole que Jesus tem algo muito especial para nossa família, pois juntou 4 pessoas completamente diferentes para unidos cumprirmos uma missão, claro que inclui estarmos aqui no Japão, mas muito mais que isso, de mostrar o quanto Deus realmente se importa com a história de cada um de nós e que nada, nadinha é por acaso. Tudo o que passamos tinha um propósito maior e o nosso sofrimento lá no comecinho da história não se compara ao que temos hoje. Lembre-se sempre que Deus é fiel e nos ama incondicionalmente, e o que Ele tem reservado para nós é muito melhor do que tudo aquilo que sonhamos ou planejamos.

 

 

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[É melhor no Brasil] Atendimento médico

25.05.17

Postado por Rodolfo Veronese

 

Normalmente esse assunto não é bem recebido, pois o chamado “complexo de vira-lata” de alguns brasileiros faz parecer uma ofensa qualquer elogio que fazemos ao Brasil, mas a verdade é que depois de se morar no exterior algum tempo, principalmente depois que a fase do encanto passa, a gente começa a perceber que algumas coisas, apesar dos pesares, são bem melhores em terras tupiniquins. Queremos então fazer uma série [É melhor no Brasil] aqui no blog sobre coisas que temos saudades do Brasil.

A primeira e que mais nos chocou e nos incomoda até hoje é o atendimento médico. Sabemos que atendimento médico de qualidade é um privilégio de poucos no Brasil e que muitas pessoas sofrem nas filas dos SUS. Então colocando a abrangência do atendimento de lado e focando na qualidade do mesmo, o Brasil está muito a frente do Japão. Não se confunda, os equipamentos e estruturas dos hospitais são fantásticos e de alta tecnologia, já os atendimentos médicos…

 

É melhor no Brasil - atendimento médico

No começo achamos que era algo peculiar daquele médico que íamos mas com o tempo fomos percebendo que é um padrão. O atendimento é bem frio e impessoal e dificilmente o médico faz muitas perguntas ou tenta entender o que você está passando. O padrão é descrevermos todos os sintomas para a enfermeira na triagem, que pede alguns exames se achar necessário e ao sentar na frente do médico, ele basicamente lê os sintomas, os resultados e então passam algum remédio. Faltou algo aí não? Sim, o diagnóstico. Já fomos muitas vezes em que um remédio é passado, entretanto nenhuma informação da doença! E não é problema de tradução, porque sempre contamos com amigos nos auxiliando nisso. Para se ter ideia, raramente uma consulta nossa ou com as meninas durou mais do que 5 a 6 minutos. Sem exagero.

Os remédios são sempre receitados em doses bem fracas perto do que estamos acostumados no Brasil. Não que isso seja necessariamente ruim, porém determinados tipos de remédios que já estamos acostumados nas doses do Japão não fazem nem cócegas. Para não dizer que não há exceções, a dentista das meninas é muito atenciosa e explica de forma bem clara e devagar para que possamos entender mesmo sem tradução, e um dos médicos da Vitória falava um inglês fluente e mostrou bastante preocupação no cuidado dela. O bom que é que as crianças têm auxílio do governo e qualquer consulta médica é cobrado um valor bem pequeno e os remédios são de graça. Como foi dito, o sistema é bom, já o atendimento é complicado.

Não queremos desmerecer o esforço e dedicação dos médicos japoneses de forma alguma, no entanto sentimos muita falta da atenção e cuidado dos profissionais brasileiros, especialmente em momentos de preocupação e apreensão que doenças repentinas ou o tratamento das meninas nos proporciona. Não é difícil ver brasileiros preferindo voltar para se tratar ou ter filhos no Brasil.

No fim das contas, no Brasil ou no Japão, confiamos mesmo é no médico dos médicos, Jesus!

 

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2 anos: parece que foi ontem!

18.01.17

Postado por Rodolfo Veronese

 

Parece que foi ontem que chegamos ao Japão, no entanto essa semana faz 2 anos que já estamos aqui e muita coisa mudou nesse tempo. É impossível não refletir sobre tudo que passamos, as lutas e conquistas nessa difícil tarefa de levar o Evangelho aos japoneses. E apesar de parecer que o tempo está passando mais rápido, também podemos perceber algumas mudanças significativas. Foi difícil o início da nossa adaptação aqui, e especialmente no final de 2015 estávamos nos sentindo bem pressionados e estressados.

Não saber a língua e não entender as sutilezas das diferenças culturais eram golpes diários em nossa auto-estima. Na verdade ainda não entender tudo é um grande desafio, mas estamos bem mais confiantes. Fora a nossa constante preocupação com a adaptação e bem estar das meninas. Ainda precisamos muito da ajuda dos amigos e irmãos da igreja entretanto atualmente lidamos melhor com as coisas simples do cotidiano. E, aos poucos, o emaranhado de tracinhos (kanjis) e as muitas palavras com sons parecidos da língua japonesa começam a fazer mais sentido.

2 anos

 

O Rodolfo, por exemplo, já consegue ir na oficina pedir para trocar o óleo sozinho e a Sandra já deu até uma palestra sobre o Brasil, em japonês como mostrando nesse post. Também temos conseguido romper as barreiras culturais e criar amizades com os japoneses, o que também não é tarefa fácil, pois eles são sempre bem reservados apesar de muito simpáticos e prestativos. Estamos muito contentes com os avanços de nosso projeto ainda que pareçam pequenos, pois não perdemos a perspectiva de que estamos em um dos campos missionários mais difíceis do mundo.

Nesses dois anos muitas vezes tivemos questionamentos sobre estarmos fazendo a coisa certa, porém a cada luta, cada dificuldade, vimos a mão de Deus nos guiando e cuidando de nós.

Ainda temos mais um ano nesse primeiro termo do nosso projeto e vemos algumas provas difíceis à frente. Apesar disso, temos cantado uma música em japonês aos domingos que reflete bem nosso sentimento:

共に笑い共に泣きどんな壁も乗り越えるイエスが一緒にいるから (veja o vídeo dessa música neste link).

Tomo ni warai tomo ni naki donna kabe mo nori koeru Iesu ga isshou ni iru kara

No riso ou na dor, podemos ultrapassar qualquer barreira porque Jesus está conosco!

As mensagens, carinho, apoio e oração de cada um que tem nos acompanhado até aqui sempre foram e continuam sendo essenciais. Muito obrigado por estarem conosco até aqui. Somos muito gratos a Deus por amigos e apoiadores tão fiéis a nós.

 

 

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