[É melhor no Brasil] Sistema Bancário

27.09.17

Postado por Rodolfo Veronese

 

Mais um vez, sabemos que esse post poderá causar algum tipo de polêmica, contudo queremos continuar nossa série sobre coisas que achamos melhor no Brasil do que no Japão, pois acreditamos que é mais saudável ter uma visão equilibrada sobre as coisas, sabendo reconhecer qualidades e defeitos em tudo ao nosso redor.

E uma dessas coisas é sem dúvida o sistema bancário. Apesar de termos convivido a maior parte da nossa vida com as dificuldades inerentes aos bancos no Brasil e com as taxas por vezes absurdas, foi um choque ao chegarmos aqui no Japão e nos depararmos com sistema e esquemas bancários bem ultrapassados se comparados com os do Brasil.

Apesar de toda a tecnologia do Japão, os bancos japoneses dão a impressão de terem parado nos anos 80 e 90! Para se ter uma ideia, para sabermos o extrato de nossa conta temos que ir até um caixa eletrônico e pedir para que seja impresso em uma caderneta! Quem é mais vivido como nós vai se lembrar das antigas cadernetas de poupança onde vinham impressos os valores e rendimentos. Pois bem é algo bem parecido com isso em pleno ano de 2017!

melhor brasil banco

Nos caixas eletrônicos é possível realizar as operações básicas de transferência, checar saldo etc. Já o extrato como falamos é só impresso na caderneta mesmo, pelo menos nos bancos que usamos aqui, sendo um deles o tradicional e gigantesco Japan Post Bank, o banco dos correios.

Sabemos que é possível acessar alguns bancos pela internet aqui, porém os sistemas e sites estão muito atrás do Brasil. E só agora temos visto propagandas de alguns bancos falando sobre acesso em celulares e outras plataformas móveis, como se fosse uma novidade.

Alguns amigos japoneses se espantaram em saber que nós acessávamos e controlamos tudo das nossas contas pelo celular mesmo estando no outro lado do mundo. Íamos somente ao caixa para sacar dinheiro, que ainda não é possível fazer virtualmente.

Também não é comum se usar o cartão do banco como cartão para pagamento em débito. Isso com certeza se deve ao fato do Japão ser um país muito seguro onde ainda se usa muito mais dinheiro vivo do que pagamentos eletrônicos. Com certeza a falta de segurança no Brasil impulsionou os bancos a criarem sistemas mais seguros e modernos para que não seja necessário andar com dinheiro vivo. Aqui não é incomum ver pessoas sacando o valor do salário inteiro e levando consigo. Algo inimaginável para nós brasileiros.

O atendimento nas agências segue o padrão japonês de muita educação e prestatividade, e sentimos falta daquele contato mais humano que temos às vezes com gerentes no Brasil, no entanto isso é uma questão mais cultural mesmo.

Um ponto super positivo é que não há taxas mensais e você paga somente por cada serviço que usar. Se não fizer nenhuma transferência ou saque em horários especiais, a princípio, não paga nada ao banco para deixar seu dinheiro lá.

Lembrando que essa é a nossa experiência como estrangeiros vivendo como classe média aqui. Talvez existam outros bancos e sistemas mais modernos porém de alguma forma não tivemos acesso. Porém conversando com pessoas que moram em outros países descobrimos que, de forma geral, o sistema bancário brasileiro é mesmo um dos mais modernos do mundo apesar das suas taxas muitas vezes abusivas.

 

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Tá chegando a hora…

23.08.17

Postado por Sandra

 

Já estamos há mais de um mês no Brasil e a apenas uma semana de voltarmos ao Japão, parece muito tempo mas não é. E percebemos isso quando nos damos conta não encontramos metade dos amigos que gostaríamos e nem fizemos tudo que planejamos.

Apesar disso, nosso tempo aqui no Brasil foi muito bom e proveitoso. Revimos a família, que é a parte da saudade que dói mais forte, passeamos juntos, resolvemos pepinos e deu até para dar uma ou outra briguinha. Fomos em muitos médicos, muitos mesmo, pois como dissemos nesse post a medicina do Japão deixa um pouco a desejar e aproveitamos para fazer todos os exames que podíamos. Visitamos muitas igrejas, revendo irmãos queridos e mostrando um pouco do nosso ministério no Japão e nossos planos futuros. Comemos muitos churrascos, pães franceses e requeijão sempre acompanhados de excelentes companhias. Também tivemos que correr atrás de burocracias de documentos, que já é chata estando no Brasil, imagine do outro lado do mundo. É até um pouco engraçado quando alguém pergunta se estamos de férias aqui esse tempo, com tanta coisa pra resolver.

Vamos embora com a sensação que ficou faltando muita gente para encontrar e coisas para fazer, entretanto com a certeza que valeu a pena cada minuto aqui. Pedimos nossas sinceras desculpas àqueles que não pudemos encontrar e agradecemos desde já a compreensão com nosso tempo corrido.

Estar de volta nesse tempo nos fez entender mais o que Deus quer de nós no Japão e renovou nossa determinação e vontade. Muito obrigado a todos que nos encorajaram e que continuam sempre a nos apoiar, seja aqui no Brasil ou mesmo lá no Japão.

 

tá chegando a hora

 

 

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Como é estar de volta

26.07.17

Postado por Sandra

 

Finalmente no Brasil!

Estar de volta, depois de 2 anos e meio morando no Japão, é uma alegria imensa. Principalmente reencontrar aqueles que fazem parte da nossa vida: nossa família, amigos e a igreja que tem nos apoiado todo esse tempo, a IMeL Diadema. O Rodolfo e a Nicole vieram ano passado, como foi falado neste post. Mas para a Sandra e a Vitória é a primeira vez.

Ainda estou assimilando o misto de todos os sentimentos: alegria, ansiedade, euforia, pois chegamos há menos de uma semana aqui no Brasil. Mas uma coisa já matamos a vontade: comer o pão francês fresquinho com requeijão e mortadela e muitas frutas. E muitas coisas gostosas já comemos apesar de tão pouco tempo!

Se de um lado parece que nunca saí do Brasil (algumas ruas, prédios, pessoas estão exatamente como há 2 anos e meio atrás), por outro lado, tem algumas coisas novas que ainda estou me familiarizando.

O mais recompensador, até agora, foi o reencontro com nossa família e conhecer minha sobrinha. Fui encontrá-la na sua festinha de 2 anos, e ela ficou um pouco tímida ao me ver. Mas no dia seguinte nos encontramos novamente e também no outro dia e já parecia que éramos como velhas conhecidas na sua longa vida de dois anos. E os abraços dos amigos nesses reencontros têm aquecido grandemente nossos corações.

Sempre dizemos que a vida no Japão é muito solitária e sentimos muito falta desse calor humano. E iremos aproveitar isso nesse tempo que estivermos por aqui.

 

Brasil - como é estar de volta

 

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Contagem regressiva!

12.07.17

Postado por Sandra

 

De todas as dificuldades que passamos aqui no Japão, talvez a mais difícil tenha sido a saudade da família e dos amigos. Apesar de termos recebido algumas pessoas aqui em casa, e do Rodolfo e a Nicole terem ido ano passado ao Brasil, como família são quase 3 anos longe de pessoas que são muito importantes para nós. Finalmente chegou o momento de acabarmos com essa saudade, bom, pelo menos por um período.

Sim, estamos indo ao Brasil e dessa vez com a família toda! Era algo que já estava programado em nosso planejamento do projeto e estamos muito contentes e ansiosos de poder rever nossa família, amigos e nossa nação. Ficaremos durante o período de férias escolares das meninas aqui no Japão, que vai dar uns 40 dias. Gostaríamos de poder ficar mais, no entanto não podemos prejudicar o estudo delas, que recomeça em setembro.

Parece muito tempo mas, para fazermos tudo e revermos todo mundo é muito pouco, já estamos com a agenda praticamente lotada e infelizmente não conseguiremos encontrar todos que gostaríamos.

E como nosso blog é público, por razões de segurança não estaremos divulgando as datas exatas abertamente aqui. Caso queira nos perguntar algo por mensagem privada, fique à vontade. Agradecemos a compreensão!

Mais um pouco e poderemos matar a saudade de tantas pessoas e coisas (especialmente comidas) que amamos e que ficaram no Brasil. Uhuuu!!

contagem regressiva

 

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Não escolhi o nome das minhas filhas

31.05.17

Postado por Sandra

 

Desde quando eu e o Rodolfo namorávamos, eu já tinha em mente quais nomes gostaria de colocar nos meus filhos! Namoramos por muito tempo (7 anos!), então ficávamos imaginando como seriam os rostinhos dos nossos filhos mestiços. Acho que todo casal sonha com os seus futuros filhos e os nomes que mais gostam, não é mesmo?

Da minha parte, o baque quando não conseguimos ter filhos e que o tratamento tão caro não tinha dado certo foi um pouco diferente dos sentimentos que o Rodolfo escreveu no post sobre a adoção da Vitória (link). Com toda certeza foi um desgaste emocional e toda vez que eu lembro bate aquela mistura de sentimentos confusos. Mas no fundo, o que eu gostaria mesmo, mais do que engravidar, poder gerar meus próprios filhos e/ou amamentar, seria formar uma família, educar uma criança, deixar um legado para ela. E isso eu conseguiria sim através da adoção. Para mim essa conclusão chegou naturalmente e já ficava sonhando com essa nova possibilidade.

não escolhi o nome das minhas filhas

A chegada da Vitória não poderia ser no melhor momento. Eu me sentia mais madura, com a certeza do que estávamos fazendo e com muita vontade de ver nossa família crescer. Ela já veio com 2 anos e 9 meses, e pulamos aquela fase de bebê pequeno, mas mesmo assim tudo foi muito mágico e precioso. Claro que esses momentos mágicos não excluíram momentos de manha máxima que foram necessários disciplina, tirada de fralda que resultaram em muitos xixis no chão, horas das refeições que duraram uma hora ou mais. Eu sabia que isso fazia parte do processo. E o nome? Deus não poderia ter nos dado a ˝Vitória˝ mais certa, tinha tudo a ver com a nossa história e, convenhamos, é um nome lindo. Ponto para Ele!

E passados exatos 2 anos e 9 meses após a adoção da Vivi, qual o bebê de 9 meses chega aos nossos cuidados? Sim, a Nicolete, Ninizilla ou simplesmente a nossa Nini. Veio como um furacão nas nossas vidas, pois além de ser uma bebê muito esperta e inteligente, era (e é) ativa como nunca. A Nicole veio confirmar que os caçulas são os mais danados (me incluo nessa descrição) e quer fazer tudo conforme a irmã mais velha, apesar de quase 5 anos de diferença. Talvez se tivesse vindo primeiro seria muito provável que seria filha única… Voltando ao nome: Nicole, outro nome lindo. Ponto para Deus novamente!

Sempre falo para a Vitória e a Nicole que Jesus tem algo muito especial para nossa família, pois juntou 4 pessoas completamente diferentes para unidos cumprirmos uma missão, claro que inclui estarmos aqui no Japão, mas muito mais que isso, de mostrar o quanto Deus realmente se importa com a história de cada um de nós e que nada, nadinha é por acaso. Tudo o que passamos tinha um propósito maior e o nosso sofrimento lá no comecinho da história não se compara ao que temos hoje. Lembre-se sempre que Deus é fiel e nos ama incondicionalmente, e o que Ele tem reservado para nós é muito melhor do que tudo aquilo que sonhamos ou planejamos.

 

 

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