Dia das mães

13.05.15

Postado por Sandra

 

Esse foi um dia das mães diferente porque passamos longe, bem longe, das nossas mães. Como tínhamos o hábito de sempre nos encontrar nessas datas, a saudade bateu mais forte.

Agora, morando aqui no Japão, lembramos delas o tempo todo, e não só uma questão de sentir falta, o que é bem óbvio, mas vemos o quanto reproduzimos tudo o que aprendemos. É bem irônico que as “frases de mãe” que nos irritavam muito na infância são agora ditas regularmente por nós mesmos: “Não perguntei se você gosta, come tudo que tem aí” ou “A gente faz que faz e é isso que recebe em troca.” Não importa o quanto a gente tente negar, a verdade é que temos muito da nossa família. Tudo aquilo que aprendemos fica marcado e é reproduzido.

E não apenas as broncas e os trejeitos, mas também o bom exemplo, a honestidade, o esforço e a persistência que aprendemos. Até na cozinha, como agora a Sandra está tendo que cozinhar diariamente (já foi dito nesse post), os ensinamentos da mãe sobre como picar, temperar, ordem de cozimento etc. têm feito muita diferença. E até hoje recorre à ela perguntando rapidinho no WhatsApp e torcendo para que a socorra nesse momento.

O Rodolfo agradece e reconhece a paciência que sua mãe teve, toda vez que tem que lidar com o agito da Nicole, já que ele mesmo não era muito diferente quando criança. E mesmo agora somos muito gratos pela sua ajuda com as pendências administrativas no Brasil.

Queremos deixar registrado nesse post, em homenagem ao dia das mães (10/05/15), o nosso agradecimento eterno às elas: D. Haruko, mãe da Sandra e D. Neusa, mãe do Rodolfo.

Sem vocês não estaríamos aqui nem teríamos experiência em sermos família. Agradecemos a Deus por suas vidas e oramos para que possamos ser exemplos para as nossas filhas como vocês são para nós.

母の日をおめでとうございました!

Dia das Mães

 

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De repente mãe

25.11.14

Postado por Sandra

 

Eu e o Rodolfo estamos casados há 13 anos. Como namoramos por mais de 7 anos, então estamos há mais de 20 anos juntos. Com todo esse tempo, já brigamos (quase) tudo o que deveríamos, e hoje possuímos uma cumplicidade bem legal. Concordamos no modo de educação das meninas, procuramos resolver as nossas diferenças, dividir as tarefas da casa e isso facilita muito o nosso dia a dia.

Como já dissemos nesse blog (veja o post sobre a vinda da Vitória aqui), nossas duas filhas são adotivas e, depois da vinda delas nossa rotina mudou repentina e drasticamente, ficou tudo muito mais agitado: choros, risos, artes, lição de casa, hora da refeição, do banho, de dormir, da soneca, do leite, dos remédios, arrumação de mochilas, dos uniformes, agendas para verificar e responder, dentre muitas outras tarefas que quem é mãe conhece e sabe quanto tempo isso ocupa da nossa rotina já tão apertada. Com a Vitória foi assim, um dia éramos só um casal e outro já éramos pais… assustador! A vinda da Nicole não foi muito diferente, numa quarta-feira nos ligaram e sexta já estávamos com ela. Não tínhamos berço, banheira, fralda, leite, roupinhas, nada. Imaginem como foi a correria desses dias.

Temos uma rotina bem ajustada, todo os dias levanto às 6h e antes das 23h não costumo estar na cama. Como possuímos apenas um carro, de manhã o Rodolfo leva a Vitória na escola e, assim que ele chega, saio com a Nicole para levá-la para escola e depois ir trabalhar. A sincronia tem que ser perfeita, como numa competição de revezamento. As duas estudam no período integral.

Tem dia que me sinto bem cansada. São aqueles momentos que levam apenas uns 20 segundos entre o ato de deitar e dormir – e isso sem exagerar! Mas, por mais que me sinta exausta, sempre me lembro da época que fazia faculdade de Desenho Industrial, não chegava antes da meia-noite e acordava bem cedo no dia seguinte para ir trabalhar. Nunca tinha tempo sobrando nem dinheiro! Aí penso que hoje não está tão ruim assim. Pois tudo depende do nosso referencial, não é mesmo?

De repente mãe

E também percebo que, apesar de tudo, é gostoso ver as meninas bem cuidadas e o carinho que retornam, e isso acaba compensando qualquer trabalho. Receber repentinamente um beijinho com um “Mamãe, te amo!” derrete qualquer coração cansado.

Quando estivermos no Japão, nossa rotina irá mudar novamente. Não temos muita ideia exatamente de como será, mas acredito que terei muito mais tempo com as meninas. Isso será muito bom para o desenvolvimento delas, visto que estaremos em outra cultura e isso já é um fator estressante por si só. Vejo o quanto Deus tem dado à nossa família essa oportunidade de estarmos mais unidos, apesar das circunstâncias.

Lá no Japão falarei como será a nossa adaptação. Vou ter muitas novidades para contar, aguardem!

 

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